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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Fardo ou Dever?

Quando a verdade bate na porta da vida e ela não é nada agradável, assim como o ar que se respira, o som das ruas e as pessoas quando são irracionais conosco, e consigo mesmas...

Nós devemos detestar tais circunstâncias? 

Quem as provocou?

Ou dar atenção ao bom censo e passar por tudo isso de cabeça erguida?

Eu andava tranquilo sobre o fogo e levitava sobre as águas. Procurei por mais aventuras e achei desventuras, mas o plano superior sabe que estou arrependido agora, e me pergunto:

“Por que em vez de sorrir, prefiro encarar meus problemas com rancor e revolta mesmo sabendo que vai passar?”

Então, cheguei à conclusão que meu dever, apesar de “compulsório”, não passa de uma maneira para me ensinar a começar com as coisas pequenas, para depois chegar às grandes. 

Ao invés de reclamar, vou dar um jeito de resolver meus problemas, e, assim, não provocar piores circunstâncias. Não vou me importar tanto com as pessoas incoerentes com meu estado de espírito, e mesmo com tudo aquilo que eu possa achar errado, torto, energúmeno e insignificante.

Tudo isso poderá arrumar-se conforme seu livre-arbítrio e evolução.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

É chegada a hora da colheita?


É percorrido um determinado caminho, já pré-definido.
Embora, no meio do caminho possa existir necessidade de mudança. 
Mas, todo caminho tornar-se-á mais ou menos fácil, mais ou menos difícil, quando nos propomos a percorrê-lo.

Dependerá de cada um seguir ou não tal caminho. Pois há também o livre-arbítrio. Cabe a cada um fazer suas escolhas: as coisas não são planejadas por Deus e sim por cada espírito. Deus faz somente a sua parte, que é amar e proteger os seus filhos.

Sim, é chegada a hora, pois aquele que se esforça para andar no caminho de Deus, esse colherá os melhores frutos. Somos sempre merecedores de tudo aquilo que nos acontece, independentemente de que isso possa ser positivo ou negativo.

Jesus, como nosso irmão maior, nos mostra perfeitamente essa verdade em seus ensinamentos: aquele que errou sempre terá a chance de se corrigir, hoje e sempre.

Aquele que segue os caminhos de Deus e de Jesus será sempre merecedor de tudo aquilo que o faça feliz, para tanto, cabe a cada um seguir os seus caminhos.

Viu como você é merecedor(a)?

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Qual é o seu objetivo?


Sim, por vezes, vivemos como autômatos, ou seja, sem consciência dos próprios atos e como que teleguiados por interesses estranhos àqueles que nos serviriam melhor, a nós mesmos, ao nosso espírito, porque mais benéficos também a todos os que nos cercam: nossos irmãos e todas as criaturas de Deus. 

Quando assim procedemos, isso só é possível, porque essa liberdade nos foi concedida pelo Deus de amor – até mesmo a liberdade de não se sentir ou não querer se tornar responsável pela própria melhoria ou mesmo de não desejar participar do progresso da alma em direção à comunhão com as esferas iluminadas pela comunhão com o amor divino.

O amor de Deus respeita nossa ignorância ou o tempo necessário até que cansemos de sofrer, afinal muito se sofre quando não se mede as consequências dos próprios atos impensados. E por isso, tão somente, é que respondemos pelas consequências de nossos atos – e, assim sendo, podemos afirmar com toda convicção que não existe “castigo de Deus”, mas um amor divino que nos confrange por querer nos salvar.

É também por isso mesmo que precisamos “ouvir” mais os espíritos protetores e que tanto nos auxiliam, sobretudo ao nos lembrarem de tais circunstâncias.

Vejam vocês, se não é isso mesmo o que também encontramos nessa comunicação de... “um espírito protetor” e que Allan Kardec publicou no seu Evangelho segundo o Espiritismo:

Quando considero a brevidade da vida, fico dolorosamente impressionado pela incessante preocupação da qual o bem-estar material é para vós o objeto, ao passo que ligais pouca importância e não consagrais senão pouco ou nenhum tempo ao vosso aperfeiçoamento moral, que deve vos ser contado para a eternidade. Crer-se-ia, ao ver a atividade que desdobrais, que ela se prende a uma questão do mais alto interesse para a Humanidade, enquanto que não se trata, quase sempre, senão em vos esforçar  para satisfazer necessidades exageradas, a vaidade, ou vos entregar aos excessos. Quantas penas, cuidados e tormentos se inflige, quantas noites sem sono para aumentar uma fortuna, frequentemente, mais do que suficiente! Por cúmulo da cegueira, não é raro ver aqueles a quem um amor imoderado da fortuna e dos gozos que ela proporciona, sujeita a um trabalho penoso, orgulhar-se de uma existência dita de sacrifício e de mérito, como se trabalhassem para os outros e não para si mesmos. Insensatos! Credes, pois, realmente, que vos será tido em conta os cuidados e os esforços dos quais o egoísmo, a cupidez, ou o orgulho são os móveis, enquanto que negligenciais o cuidado do vosso futuro, assim como os deveres da solidariedade fraternal impostos a todos os que gozam das vantagens da vida social! Não haveis pensado senão em vosso corpo; seu bem-estar, seus gozos foram o único objeto de vossa solicitude egoística; por ele que morre, haveis negligenciado o vosso Espírito que viverá sempre. Assim, esse senhor tão estimado e acariciado tornou-se o vosso tirano; comanda vosso Espírito que se fez seu escravo. Estava aí o objetivo da existência que Deus vos havia dado? (UM ESPÍRITO PROTETOR, Cracóvia, 1861)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O duelo do ser

Duelo de Eugene Onegin e Vladimir Lensky (1899), obra do pintor e escultor Ilya Repin (1844-1930), nascido na Ucrânia,  pertencente, em tal época, ao Império Russo. O quadro foi inspirado na novela Eugene Onegin, do escritor russo Alexandre Pushkin. Ambas as obras retrataram um duelo mortal travado entre homens que, no entanto, se consideravam, e eram considerados pelos seus contemporâneos, inteligentes e nobres.
Assim como esse tipo de expressão máxima do orgulho foi banida também um dia não precisaremos mais do duelo interior travado pela nossa vontade em fazer o bem ou o mal. Será quando, então, teremos alcançado -  pelo exercício do livre-arbítrio e pelo aprendizado das experiências de nossas escolhas - a compreensão de que somente na 
Caridade está a salvação.

Qual é a opinião de vocês sobre o que é ter caridade para com o próximo? É cuidar dele? É dar-lhe comida, ou qualquer coisa desse tipo? Sim, é tudo isso também! Agora me diga, como poderá uma pessoa alimentar a uma outra, se ela não sabe como se alimentar? Uma vez que caridade é também amor e paciência, devemos ter isso, primeiramente, conosco mesmos, não é verdade?

Vejamos um exemplo: Como poderia uma pessoa aconselhar a um suicida, se ela própria já estiver com a corda no pescoço? Isso seria, no mínimo, meio incoerente, vocês não acham? Então, é ai que temos o homem em um duelo, mais constante do que se imagina.
Trata-se do duelo entre seu “lado bom” e seu “lado mal”. Ou seja, entre a sua consciência, que até instintivamente quer o seu próprio bem - auxiliado pela boa e amiga espiritualidade, portanto, grande parte da sua vontade - e aqueles seus instintos mais primitivos, que são fortalecidos por simpatizantes: alguns de seus obsessores.

Quando, então, o caminho é longo, pois para cada ação haverá, necessariamente, uma consequência e isso serve de aprendizado para que cada um vá seguindo em frente.

Quando sentimos que saímos dessa confusão, também sentimos que os desafios sobem de nível, em alguns casos o mal pode empatar, novamente, até que haja um desempate nesse duelo que é vivido dentro do ser, mas que chama a si espíritos "simpatizantes" a cada lado e que ficam na torcida. 
O homem, então, vivencia diferentes batalhas e vitórias. O interessante é quando busca não começar a guerra novamente e faz do bom senso uma nova ordem. 

Para não recomeçar o duelo dentro de si a pessoa precisa  desarmar as armadilhas (ou tentações) e se afastar do abismo (lugar da decadência). Será assim que ele terá na experiência do ensinamento dos espíritos amigos, ou seja, de que “a caridade é a única salvação”, o que lhe permitirá instituir uma nova ordem: quando impera o bom senso e, portanto, se sabe o que precisa ser feito e como fazê-lo.

E, seguindo essa trilha, meus amigos, o ser humano vai evoluir mais e mais, constantemente, uma vez que ele já bem sofreu as consequências de seus atos, aprendendo a controlar seus desejos e também como não cair ou se frustrar por causa deles. 

É só passando por tudo isso que poderemos ensinar  aos outros: aqueles que como nós, por enquanto, estão no estágio de entender a si mesmos.