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quarta-feira, 20 de março de 2013

Espírito criança?

Hoje, os fenômenos da mediunidade têm sido explorados não somente dentro dos centros espíritas. Há manifestações em todos os campos da vida como, aliás, sempre houve, a diferença é que, na atualidade, esta faculdade começa a ser reconhecida e, assim, ela tem assumido seu devido lugar.

Entretanto, as manifestações mediúnicas, por mais comuns que sejam, ainda não são compreendidas, e nisso os espíritas de nossos dias têm grande culpa, sobretudo, por não terem dado o devido valor aos estudos kardecianos. Um dos eventos que denuncia nossa ignorância doutrinária é o fato de que admitimos como válidas, alguns até como sublimes, as manifestações de espíritos que ainda permanecem fortemente ligados às impressões materiais. Falaremos aqui, especialmente, dos chamados eres, "espíritos" comuns nas manifestações presentes nas religiões afro-brasileiras.

A questão capital, que os espíritas verdadeiramente atentos devem fazer, é se essas comunicações são possíveis e, se sim, em que circunstâncias elas se dão e qual o seu objetivo, pois, tomando como princípio as leis divinas que regem igualmente todo o universo, devemos entender que toda afirmação verdadeira deve obedecer ao princípio básico da verdade, que é a lógica.

Sendo assim, façamos a seguinte reflexão:

- Se um espírito tão apegado à matéria, ao ponto de manter-se prisioneiro na forma de uma criança, pode tomar posse, por assim dizer, do corpo de um adulto, submetendo-o a posturas ridículas como chupar chupeta, brincar de bonecas, chorar como se fora um bebê etc., devemos também aceitar que uma criança encarnada poderia fazer o mesmo com uma pessoa adulta.

Sabendo que isso é algo impossível, colocamos em xeque a possibilidade da manifestação - pelo menos nos moldes em que ela comumente se apresenta. Afinal, a infância é uma faze restrita somente à condição humana e, nesse caso, como bem sabemos, são as crianças que estão sujeitas aos conselhos e direcionamentos educacionais dos adultos, e não o contrário.

Entretanto, por mais ilógicas que pareçam tais manifestações, temos evidências de sua ocorrência – considerando, evidentemente, somente aquelas que são verídicas, excluindo de nossa abordagem todo e qualquer indício de fraude.

Pois bem, é um fato que elas ocorrem, e, como falamos anteriormente, precisamos verificar a utilidade prática disso, bem como analisar suas circunstâncias.

Devemos excluir a possibilidade de que um espírito-criança possa nos dar algum conselho de ordem moral - pois se tal espírito não consegue sequer transpor essa barreira material, que se dirá em relação a alcançar alguma verdade divina. Assim sendo, vamos nos ater às questões relativas ao auxílio. Nesse campo, sim, as manifestações de espíritos-crianças parecem ganhar não somente lógica, mas justifica-se pela utilidade e o objetivo caridoso que tal ato encerra. Já que, depois de recobrada a consciência de sua verdadeira personalidade e seu real estado - ou seja, nem o de criança nem o de defunto, mas simplesmente a de um Espírito livre - espera-se que a entidade retome sua caminhada evolutiva desfazendo-se das amarras que lhe prendiam às impressões da vida física.

Em relação a essa questão, alertamos que aqueles que atuam nestas áreas da mediunidade - que não são, necessariamente espíritas - devem entender que, fazer com que um espírito permaneça nesta condição tão pequena, somente para satisfazer os seus ritos é, antes de tudo, uma atitude anticaridosa. Obviamente, esse assunto nos conduz a outros como os que remetem aos caboclos, pretos velhos, exus e tantos outros. Mas pensamos que nos estenderíamos muito e, além disso, julgamos que a mesma máxima, com a qual avaliamos o perfil dos eres (a saber: o trecho grifado no parágrafo anterior), sirva para essas outras denominações.

Lembramos que as manifestações de espíritos dessa ordem, acontecem mais comumente nos chamados terreiros de umbanda, aos quais nós dispensamos o devido respeito. Entretanto, não raro, vemos grupos espíritas adotando práticas sincretistas a título de não parecerem excludentes e separatistas. Quanto a isso, não posso deixar de dizer que atitudes desse nível revelam tão somente falta de personalidade religiosa-filosófica e uma grande e lastimável ausência de convicção na doutrina que o espírita diz professar.

Quando Kardec perguntou aos espíritos se o Espiritismo seria a religião do futuro, os Espíritos lhe responderam que não. Disseram que o Espiritismo seria o futuro das religiões. Isso implica compreender que adotarmos manifestações de caráter primitivo e nada esclarecedoras representa um retrocesso. Isso coloca os centros "espíritas", que adotam esses tipos de manifestações, em um grau maior de culpabilidade, e, por que não dizer?, em um grau de barbárie. Já que entregam àqueles necessitados a chave da ignorância negando-lhes a do conhecimento.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Caracteres da Verdade


Há algum tempo, tenho falado com meus amigos sobre este assunto e, por isso, resolvi passar minhas ideias para o papel – ou melhor, para o computador. Até mesmo para organizar o pensamento em torno dessa questão e também colocá-la em discussão. 
Afinal como se pode definir a verdade? Ou melhor dizendo, como podemos defini-la aos olhos da doutrina espírita? A tarefa é complexa, por isso tentarei expô-la da forma mais simples que eu puder.
Compreendemos o espiritismo como sendo uma filosofia, uma ciência e uma religião. Assim sendo, para entendermos a óptica espírita acerca da verdade, devemos, antes de tudo, compreender a óptica própria destes três campos, separadamente.
Comecemos, então, pela filosofia: para ela, a verdade não é algo que se possa definir, entretanto, é aceito por boa parte dos filósofos que a verdade reside no pensamento lógico comprovado pela experiência prática. Ou seja, para que uma ideia seja considerada parcialmente verdadeira, esta deve ser no mínimo lógica e comprovada por meio de evidências experimentais. Entretanto, para a filosofia, mesmo que uma ideia satisfaça essas exigências básicas, ela não corresponde à verdade e sim, a uma parcela dela e pode, futuramente, simplesmente deixar de ser verdadeira. Esse conceito de verdade se aproxima, então, da ótica da ciência.
A ciência, ao contrário do que muitos pensam e pregam, não é determinista e encara a verdade mais ou menos como a filosofia. E, apesar de tomar como verdadeiro somente aquilo que pode ser percebido pelos sentidos, não descarta a possibilidade de que outros fatores, não observáveis até o momento da experiência, possam influenciar em futuras experimentações.
Na verdade, os cientistas até curtem, quando algo que era tomado como certo deixa de ser, pois, ao invés de se frustrarem com isso, eles enxergam nisso uma nova lei, e, portanto, um novo campo de trabalho e pesquisa.
Dessas duas ópticas, tão similares, daremos um salto para a óptica da religião, pois ao contrário das duas anteriores, ela tem uma visão determinista e pouco abrangente, pelo menos no quadro atual.
Antes de falarmos da óptica religiosa, queremos deixar claro que, tomaremos como referência, apenas as religiões ditas cristãs. Pois bem, para essas religiões, a verdade é a verdade que está na palavra de Deus, que, por sua vez, está sintetizada na bíblia sagrada. Desse modo, não poderíamos aqui fazer qualquer comentário sem correr o risco de ferir a liberdade religiosa dos amigos leitores, que por ventura, aceitem essa óptica de verdade. Entretanto, podemos dizer que o Espiritismo não pensa assim, pois, no que diz respeito aos textos bíblicos,a doutrina espírita aceita como verdade somente aquilo que satisfaça à razão e que não contradiga a perfeição, a bondade, a onipotência, a onipresença e a justiça de Deus.
Enfim, chegamos à óptica Espírita.
Como vimos, para a filosofia e para a ciência, a verdade está na lógica e na experimentação, enquanto que para a religião está somente nos textos bíblicos. Assim, de forma resumida, é fácil percebermos que há um abismo entre a religião e os outros dois campos de conhecimento (Filosofia e Ciência). Mas, então, como o Espiritismo pode atuar nestes três campos sem sofrer nenhuma contradição em suas bases? Isso é bem simples. Assim como a filosofia e a ciência, o espiritismo entende como parcela de verdade tudo aquilo que é lógico e que possa ser comprovado experimentalmente, entretanto, os argumentos filosóficos do espiritismo compartilham das mesmas máximas morais do cristo. E têm como objetivo o autoconhecimento e a ascensão do espírito até Deus. Portanto, tomando como base as palavras do próprio Jesus, que disse: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” podemos dizer que a doutrina espírita entende uma ideia como verdadeira, desde que ela seja lógica, experimentalmente comprovada e, sobretudo, libertadora.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Somos todos médiuns?


O Guia dos Médiuns e dos Evocadores, este é o segundo nome ou subtítulo que Kardec atribuiu ao Livro dos Médiuns. Nesse livro, publicado em 1861, encontramos rico material pra sanar nossas dúvidas e acreditamos que, nestes 151 anos de sua existência, se não tivéssemos negligenciado o seu conteúdo - conteúdo este resultante das experimentações de Kardec - hoje, teríamos um Espiritismo mais dinâmico e inteligente.

Afirmações errôneas, como a de que todos somos médiuns, não seriam mais discutíveis, pois estariam resolvidas - como, aliás, já está resolvida no próprio livro a que estamos nos referindo.  

Mas, qual a importância de sabermos se somos ou não médiuns?

Poderíamos a esse respeito enumerar muitos motivos úteis, entretanto, pontuaremos apenas aquele que consideramos o mais útil e proveitoso para todos. Acreditamos que a insistência em desenvolver mediunidade é algo que atravanca o crescimento da doutrina espírita, pois se perde muito tempo buscando efeitos mediúnicos com aqueles que nada conseguem produzir. Por outro lado, estamos assim impedindo que esses, os que não possuem mediunidade, possam desenvolver outras tarefas para as quais possuam melhor aptidão, para que possam desenvolvê-las com verdade e utilidade prática para a casa espírita em que trabalham.

Esse segundo nome que Kardec deu ao Livro dos Médiuns coloca em cheque qualquer tese que defenda a generalização da mediunidade, pois, conforme este segundo título, este é um guia para os médiuns e para os evocadores. Já aí, nessa descrição da sua finalidade, as dúvidas deveriam deixar de existir, entretanto, Kardec deixou ao longo desta obra mais  36 indicações que têm por objetivo específico orientar também aqueles que não possuem mediunidade.

Na introdução do livro em pauta, encontramos este trecho interessante que, assim como tantos outros, não poderia ser ignorado e que transcreveremos, para suscitar em nossos amigos a busca por maiores informações sobre o assunto:

“(...) Seu objetivo consiste em indicar os meios de desenvolvimento da aptidão mediúnica, tanto quanto o permitam as disposições de cada um, e, sobretudo, dirigir-lhe o uso de modo útil, quando a faculdade existe (...)”. (grifo nosso).

Caros amigos, encerramos nossa postagem com a seguinte pergunta: Se todos fôssemos médiuns porque Allan Kardec se daria ao trabalho de divulgar essas 36 recomendações a que nos referimos para aqueles que não são médiuns?


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Pontuando o que é distinto no Espiritismo e na Umbanda



Começaremos nossa postagem, direta e resumidamente, a fim de não deixarmos qualquer confusão referente ao nosso ponto de vista: a Umbanda não é Espiritismo. 

Acreditamos que ao ler isso alguns dos amigos pensarão que nós somos separatistas ou preconceituosos, mas não, não somos nem uma nem outra coisa. Apenas desejamos deixar claro aquilo que Kardec já expôs na introdução da obra que marca o início da doutrina espírita, ou seja, em O Livro dos Espíritos: Os adeptos do espiritismo serão os espíritas ou, se quiserem, os espiritistas.(LE - Introdução - Item I)

Acreditamos também que o que tem causado confusão, e até mesmo entre alguns espíritas menos estudiosos, é o fato de que a Umbanda, assim como o Espiritismo, desenvolve atividades de intercâmbio mediúnico. E, nesse ponto da nossa argumentação, sabemos que se exigirá de nossa parte uma dissertação mais apurada. Então,vamos fazer isso juntos:

Na Umbanda pratica-se mediunidade, certo? Certo!

No Espiritismo também, certo? Certo!

Então, o que difere uma da outra? É simples de se compreender. Nos chamados Terreiros de Umbanda as manifestações dos espíritos acontecem sempre por meio de algum ritual – acendimento de velas, cantos de evocação, danças ritualísticas, vestimenta desta ou daquela cor, oferendas de bebidas, cigarros, alimentos entre outras tantas formas exteriores de evocação. Enquanto que na doutrina espírita não se pratica qualquer tipo de rito ou evocação material. O único modo de evocação, que os espíritos da codificação kardeciana nos aconselham, é a oração sincera, o recolhimento e a mudança íntima. Essa última, aliás, deve ser objetivo diário de todos nós, ou seja, sabemos que nenhum rito poderia nos limpar de nossas deficiências.

Infelizmente, muitos grupos considerados espíritas adotam alguns desses rituais que, sem nenhum temor, podemos considerar traços de nosso período primitivo. Esses grupos não são exatamente espíritas, ou são espíritas muito imperfeitos, principiantes, pois ferem de alguma forma os princípios da doutrina dos espíritos. Seja com a intenção de parecerem “abertos”, seja por falta de uma identidade, ou por profissão de fé desorientada, esses núcleos hoje estão distantes de compreenderem Terceira Revelação –  embora estejam dela mais próximos que nossos irmãos da Umbanda. Mas igualmente a esses últimos, também não podem se dizerem espíritas, porque nesse caso estariam tomando para si um título que não possuem ou para o qual ainda não estão devidamente aptos. Podem sim se dizerem espiritualistas universalistas, que é a melhor denominação para o tipo de trabalho que muitos têm feito, mas espíritas ainda não o são. Digamos que estão se “espiritificando”, ou seja, se tornando espíritas.

Agora chegou a hora de sermos mais amigáveis. Queridos leitores amigos, sabemos que evidentemente estamos longe de sermos detentores da verdade e pedimos até desculpas, se nossas palavras soaram ou pareceram preconceituosas, mas como dissemos no início de nosso texto temos apenas a intenção de colocar cada coisa em seu devido lugar para que assim, cada um, na medida em que suas faculdades morais e intelectuais permitam, possa contribuir de modo útil e honesto para a elevação espiritual da humanidade.


terça-feira, 11 de setembro de 2012

Conhecimento de si mesmo

Santo Agostinho
Hoje acordamos cometendo uma injustiça!
Acreditam nisso? Isso é um horror, não é mesmo?
Mas, como fizemos imediatamente uma exame de consciência, entendemos que cometemos tal injustiça por ainda alimentarmos um dos piores defeitos que temos.

Assim sendo, logo depois de pedir perdão à vítima da nossa injustiça, encontramos consolo para a tristeza que nos acometeu diante do ocorrido, mas também uma lição importante, para que não alimentemos mais esse tipo de tristeza, na obra de Allan Kardec: mais precisamente em O Livro dos Espíritos


Queremos compartilhar com vocês a passagem que nos serviu e que sempre servirá a todos nós, como base de reflexão, ajudando a cada um neste necessário exercício diário para a reforma íntima.


Trata-se da questão 919. Vamos aqui reproduzi-las (pergunta e resposta), pois acreditamos que todos nós precisamos ser lembrados de tais palavras de Santo Agostinho.

Qual é o meio prático e mais eficaz para se melhorar nesta vida, e resistir aos arrastamentos do mal?

Um sábio da antiguidade vos disse: Conhece-te a ti mesmo.

Compreendemos toda a sabedoria dessa máxima, porém, a dificuldade está precisamente em se conhecer a si mesmo, qual é o meio de o conseguir?

Fazei o que eu fazia de minha vida sobre a Terra: ao fim da jornada, eu interrogava minha consciência, passava em revista o que fizera, e me perguntava se não faltara algum dever, se ninguém tinha nada a se lamentar de mim. Foi assim que consegui me conhecer e ver o que havia para reformar em mim. Aquele que, cada noite, lembrasse todas as ações da jornada e se perguntasse o que fez de bem ou de mal, pedindo a Deus e ao seu anjo guardião para o esclarecer, adquiriria uma grande força para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria. Questionai, portanto, e perguntai-vos o que fizestes e com qual objetivo agiste em tal circunstância; se fizestes alguma coisa que censurais a outrem; se fizestes uma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai-vos ainda isto: se aprouvesse a Deus me chamar neste momento, reentrando no mundo dos Espíritos, onde nada é oculto, eu teria o que temer diante de alguém? Examinai o que podeis ter feito contra Deus, contra vosso próximo, e enfim, contra vós mesmos. As respostas serão um repouso para vossa consciência ou a indicação de um mal que é preciso curar.
O conhecimento de si mesmo, portanto, é a chave do progresso individual. Mas, direis, como se julgar? Não se tem a ilusão do amor-próprio que ameniza as faltas e as desculpas? O avarento se crê simplesmente econômico e previdente; o orgulhoso crê não haver senão a dignidade. Isso é verdade, mas tendes um meio de controle que não pode vos enganar. Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, perguntai-vos como a qualificaríeis se fosse feita por outra pessoa, se a censurais em outrem, ela não poderia ser mais legítima em vós, poque Deus não tem duas medidas para a justiça. Procurai saber também, o que pensam os outros a respeito, e não neglicencieis a opinião de vossos inimigos, porque estes não têm nenhum interesse em dissimular a verdade e, frequentemente, Deus os coloca ao vosso lado como um espelho para vos advertir com mais franqueza que o faria um amigo. Que aquele que tem vontade séria de se melhorar explore, pois, sua consciência, a fim de arrancar dela as más tendência, como arranca as más ervas do seu jardim; que faça o balanço de sua jornada moral, como o mercador faz de suas perdas e lucros, e eu vos asseguro que a um lhe resultará mais que a outro. Se ele puder dizer que sua jornada foi boa, pode dormir em paz, e esperar sem receio o despertar de uma outra vida.

Colocai, pois, questões claras e precisas e não temais de as multiplicar: podem-se dar alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna.

Não trabalhais todos os dias com o objetivo de amontoar o que vos dê repouso na velhice? Esse repouso não é o objeto de todos os vossos desejos, o alvo que vos faz suportar as fadigas e as privações momentâneas? Pois bem! o que é esse repouso de alguns dias, perturbado pelas enfermidades do corpo, ao lado daquele que espera o homem de bem? Isso não vale a pena de fazer algum esforço? Sei que muitos dizem que o presente é positivo e o futuro incerto; ora, eis aí precisamente o pensamento que estamos encarregados de destruir em vós, porque desejamos vos fazer compreender esse futuro de maneira que ele não possa deixar nenhuma dúvida em vossa alma. Por isso, primeiro chamamos vossa atenção para os fenômenos de natureza a impressionar vossos sentidos, depois vos demos instruções que cada um de vós se acha encarregado de divulgar. Foi com esse objetivo que ditamos o Livro dos Espíritos.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Ser também religioso


Que alegria imensa sinto por estar aprendendo tanto com a ajuda dos espíritos amigos!
Inclusive por aprender a respeitar todas as religiões, mesmo que eu só pudesse estar no Espiritismo por ele não ser apenas mais uma como tantas.
Hoje compreendo que os religiosos em seus rituais são abençoados verdadeiramente pela espiritualidade quando em suas igrejas se reúnem com fé. Quando dobram seus joelhos ou levantam suas mãos ao alto, eles louvam e agradecem ao Deus criador e imediatamente das alturas caem bênçãos magníficas e tão merecidas pela revelação desse ato de humildade diante do Senhor e do pai descoberto, ainda que mais verdadeiramente nas horas de aflições. São comunidades inteiras de cristãos ou de muçulmanos, criaturas de Deus, buscando um encontro com o seu eu espiritual.
Mesmo que dentre esses irmãos estejam aqueles que não utilizam essa oportunidade para desenvolver o amor, serão os que amam verdadeiramente a Deus e fazem de suas vidas um testemunho desse amor que terão contribuído para que tantos deixem os ambientes trevosos do egoísmo e orgulho de seus corações.
Tais irmãos precisam sim de seus rituais para que transcendam, então, a condição material em que estão mergulhados e isso para o seu próprio aprendizado e progresso e possam sair de seus templos e igrejas fortalecidos para as agruras diárias da vida, que tanto sofrimento lhes reserva quanto sua capacidade em transcendê-lo pela coragem e fé.

Emmanuel
mentor de Chico Xavier
É, por isso, que quando estou em um centro espírita posso lamentar que muitos não compreendam ainda o Espiritismo como o abençoado Allan Kardec o codificou, ou seja, como um verdadeiro triângulo de Forças Espirituais, nas palavras de Emmanuel, portanto, como uma filosofia que solicita o tempo todo o apelo do bom senso e da razão, como uma ciência que explica e justifica a existência e a natureza do mundo espiritual na relação cotidiana com o mundo corpóreo e, sim, como uma religião, mas que propõe uma fé raciocinada uma vez que alicerçada na restauração do evangelho do Cristo, ou seja, que infunde a renovação definitiva do homem e que permite que quando essa renovação se inicie isso se dê, como nos diz o mesmo Emmanuel , para a grandeza de seu imenso futuro espiritual.
Nesse sentido, é de se lamentar que tenhamos ainda espíritas presos a rituais, sacramentos, paramentos, mitos e quaisquer cultos exteriores, sobretudo se com isso e por isso eles mascaram a própria dificuldade de abraçar com ardor toda essa fé raciocinada que o espiritismo lhes propõe e ainda dando-lhes todos os meios possíveis de alcançá-la e fortalecê-la, seja no amplo material de estudo disponível, seja nas comunicações dos espíritos amigos, que ao mesmo tempo em que consolam diante do sofrimento das provas e expiações que enfrentamos também nos advertem acerca dos perigos que guardam os caminhos da dissipação para aqueles que já foram esclarecidos.
Que Deus nos alimente a fé, a coragem e a caridade verdadeiramente cristã, pois são os únicos instrumentos disponíveis para o trabalho sincero daqueles que seguem o Cristo criador!

O Templo em Nova Delhi (Índia) como todos os templos Bahá’ís possui nove entradas, cada uma delas representando um Mensageiro de Deus: Krisnha, Abraão, Moisés, Zoroastro, Buda, Cristo, Muhammad, Báb e Bahá`u`lláh. Portanto, os Templos Bahá’ís são dedicados a todos os povos do mundo. Um templo bahá’í é uma Casa de Adoração a Deus onde as Sagradas Escrituras de todas as religiões são lidas nestes templos. Não há ritual, imagens ou clero.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Qual é o seu objetivo?


Sim, por vezes, vivemos como autômatos, ou seja, sem consciência dos próprios atos e como que teleguiados por interesses estranhos àqueles que nos serviriam melhor, a nós mesmos, ao nosso espírito, porque mais benéficos também a todos os que nos cercam: nossos irmãos e todas as criaturas de Deus. 

Quando assim procedemos, isso só é possível, porque essa liberdade nos foi concedida pelo Deus de amor – até mesmo a liberdade de não se sentir ou não querer se tornar responsável pela própria melhoria ou mesmo de não desejar participar do progresso da alma em direção à comunhão com as esferas iluminadas pela comunhão com o amor divino.

O amor de Deus respeita nossa ignorância ou o tempo necessário até que cansemos de sofrer, afinal muito se sofre quando não se mede as consequências dos próprios atos impensados. E por isso, tão somente, é que respondemos pelas consequências de nossos atos – e, assim sendo, podemos afirmar com toda convicção que não existe “castigo de Deus”, mas um amor divino que nos confrange por querer nos salvar.

É também por isso mesmo que precisamos “ouvir” mais os espíritos protetores e que tanto nos auxiliam, sobretudo ao nos lembrarem de tais circunstâncias.

Vejam vocês, se não é isso mesmo o que também encontramos nessa comunicação de... “um espírito protetor” e que Allan Kardec publicou no seu Evangelho segundo o Espiritismo:

Quando considero a brevidade da vida, fico dolorosamente impressionado pela incessante preocupação da qual o bem-estar material é para vós o objeto, ao passo que ligais pouca importância e não consagrais senão pouco ou nenhum tempo ao vosso aperfeiçoamento moral, que deve vos ser contado para a eternidade. Crer-se-ia, ao ver a atividade que desdobrais, que ela se prende a uma questão do mais alto interesse para a Humanidade, enquanto que não se trata, quase sempre, senão em vos esforçar  para satisfazer necessidades exageradas, a vaidade, ou vos entregar aos excessos. Quantas penas, cuidados e tormentos se inflige, quantas noites sem sono para aumentar uma fortuna, frequentemente, mais do que suficiente! Por cúmulo da cegueira, não é raro ver aqueles a quem um amor imoderado da fortuna e dos gozos que ela proporciona, sujeita a um trabalho penoso, orgulhar-se de uma existência dita de sacrifício e de mérito, como se trabalhassem para os outros e não para si mesmos. Insensatos! Credes, pois, realmente, que vos será tido em conta os cuidados e os esforços dos quais o egoísmo, a cupidez, ou o orgulho são os móveis, enquanto que negligenciais o cuidado do vosso futuro, assim como os deveres da solidariedade fraternal impostos a todos os que gozam das vantagens da vida social! Não haveis pensado senão em vosso corpo; seu bem-estar, seus gozos foram o único objeto de vossa solicitude egoística; por ele que morre, haveis negligenciado o vosso Espírito que viverá sempre. Assim, esse senhor tão estimado e acariciado tornou-se o vosso tirano; comanda vosso Espírito que se fez seu escravo. Estava aí o objetivo da existência que Deus vos havia dado? (UM ESPÍRITO PROTETOR, Cracóvia, 1861)

sábado, 10 de março de 2012

A beleza é parte de um coração sincero e que adora a Deus

Nem sempre poderemos entender tudo. Na verdade, não nos foi dado tudo entender. 

Mas nem por isso precisamos acreditar apenas no que vemos ou que entendemos agora. Afinal, como nos diz os Espíritos no Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, Deus não permite que tudo seja revelado, neste mundo.
É que algumas coisas estão cobertas por um véu e que só se levanta diante de nossos olhos à medida que nos depuramos. Precisaremos de faculdades que ainda não temos para compreender certas coisas...

No entanto, parafraseando a galera da banda Deck Rock, não é porque o céu está fechado agora que devemos ir embora. Podemos dizer em coro com a banda: Faz brotar o seu céu particular. ;-)

As comunicações que nossos amigos espirituais nos dão nos centros espíritas que frequentamos nos revelam aquilo que ainda não sabíamos, não é mesmo? Assim, confiando nesses amigos espirituais e estudando, lendo a codificação deixada por Kardec, e os livros psicografados por médiuns seríssimos, como Chico Xavier e tantos outros, vamos, cada vez mais, deixando de lado nossa ignorância.
E vamos aprendendo, como diz a canção, que a beleza é parte de um coração sincero.

Por exemplo, aprendemos que um dos objetivos de nossa vida pode ser o da Adoração, que segundo o Livro dos Espíritos consiste na elevação do pensamento a Deus

A confiança em Deus é um sentimento inato no ser humano, embora alguns prefiram se apartar dessa confiança e se perder por aí... Antes de julgarmos, no entanto, as pessoas que fazem tal uso do livre arbítrio que, afinal, o próprio Deus lhes concedeu, devemos orar por todos, pois a prece também é um ato de adoração.
Por ela podemos louvar, pedir e agradecer.

E lembremos que ser melhor é fazer o bem e Deus sempre abençoa aqueles que fazem o bem.
Aliviar os pobres e aflitos é o melhor meio de honrar a Deus, pois Ele ama a simplicidade em todas as coisas.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Deixa o Passado no Passado

Muitas vezes sofremos por coisas que fizemos, tenha sido há muito ou pouco tempo, tanto faz, a questão é que sempre sofremos. Estive pensado no porquê fazemos isso; pensei nas questões que envolvem esse momento, em que não nos perdoamos e não nos damos a chance de acertar. Às vezes, escolhemos fugir, mas isso não resolve a situação, pois a qualquer momento, a lembrança de nosso erro nos assalta. Em alguns momentos, escolhemos encarar a questão, mas pelo fato de não estarmos muito acostumados com isso, acabamos fazendo o tipo “eu sou assim mesmo, se quiser gostar de mim que goste”, acredito que isso não é enfrentar o problema e sim evidenciar orgulho, estou certo? Penso que nenhuma dessas atitudes sejam cristãs. Vejo nelas a grande dificuldade de sermos simples e humildes de coração. De sermos os pobres de espíritos de que Jesus falou, sabe? Pensado na dificuldade que temos de nos libertar dos erros do passado, concluí que tudo não passa de uma máscara que vestimos, a fim de esconder nosso orgulho, egoísmo e vaidade. Percebi que é lá, no passado, que estão as razões de nossos sofrimentos atuais, porém, é no presente que está a razão de nossa felicidade futura, logo, não há como ser feliz se nos apegamos às dores que nossa alma já não suporta. Peço, então, que Chico Xavier me empreste uma de suas belas frases que diz o seguinte: Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

sábado, 17 de dezembro de 2011

É se educando que a gente se entende!

Eu estou lendo um livro bem interessante e que não é muito divulgado quando se fala nas obras de Allan Kardec. Trata-se de O que é o Espiritismo.
Por que o livro é bacana?
Primeiramente, ele é bem mais fácil de ler do que alguns outros do mesmo autor, como, por exemplo, A Gênese, que pede um certo hábito de leitura mais fluente. E isso já é bem legal, para você ir se acostumando com a pegada da linguagem de Kardec.
Além disso, o livro também foi elaborado com a intenção de responder a questões que as pessoas sempre faziam ao seu autor sobre o Espiritismo e que, segundo ele mesmo diz, ele tinha, portanto, que sempre ficar repetindo as mesmas respostas.
E você? Quando você diz que é espírita, as pessoas não ficam te perguntando uma série de coisas que nem sempre você se sente preparado para responder?
Pois bem, lendo esse livro, você será informado sobre a doutrina espírita e de uma maneira mais prática e didática. 
Por exemplo, alguém de outra religião já questionou o fato de você ser espírita, considerando apenas o ponto de vista da doutrina que essa pessoa mesmo professava?
Isso sempre foi algo muito comum. No tempo de Kardec, e mesmo nos nossos dias. 

É claro que esperamos que nenhum espírita pense em fazer isso, ou seja, questionar a religião de qualquer um ou fazer de sua atitude ou ato de fé algo que comungue com os excessos tão comuns quando se trata de proselitismo. Você sabe o que é isso? É o nome que a gente dá para um certo empenho ativista de converter uma ou várias pessoas a uma determinada causa, ideia ou, no caso que ora tratamos, a uma determinada religião (proselitismo religioso).

No livro que estou sugerindo que você conheça, Alan Kardec se coloca, por exemplo, conversando com um padre da Igreja Católica (Terceiro Diálogo - O Padre) A certa altura, o padre afirma: 

Não discordais, entretanto, que o Espiritismo não está, sobre todos os pontos, de acordo com a religião. 

A resposta de Kardec é um belo exemplo de resumo das principais práticas do Espiritismo, ou seja, do que interessa para valer quando nos dizemos espíritas:

Se o Espiritismo negasse a existência de Deus, da alma, da sua individualidade e da imortalidade, das penas e das recompensas futuras, do livre-arbítrio do homem; se ele ensinasse que cada um, neste mundo, não está senão para si e não deve pensar senão em si, ele seria não somente contrário à religião católica, mas a todas as religiões do mundo; isso seria a negação de todas as leis morais, bases das sociedades humanas. Longe disso, os Espíritos proclamam um Deus único, soberanamente justo e bom; eles dizem que o homem é livre e responsável pelos seus atos, recompesado e punido segundo o bem ou o mal que fez; eles colocam acima de todas as virtudes a caridade evangélica e esta regra sublime ensinada pelo Cristo: agir para com os outros como gostaríamos que os outros agissem para conosco. Não estão aí os fundamentos da religião? Eles fazem mais: nos iniciam nos mistérios da vida futura, que para nós não é mais uma abstração, mas uma realidade, porque são aqueles mesmos que conhecemos que vêm nos descrever suas situações, nos dizer como e porque eles sofrem ou são felizes. Que há nisso de anti-religioso? Essa certeza do futuro, de reencontro com aqueles que amamos, não é uma consolação? Essa grandiosidade da vida espiritual que é nossa essência, comparada Às mesquinhas preocupações da vida terrestre, não é própria para elevar nossa alma e a nos encorajar ao bem?

Portanto, é isso o que importa! Independente da sua religião, você faz o bem e, assim, eleva sua alma mais e mais? Então, meus parabéns!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Responsabilidade High Tech.

      Estava procurando um tema para abordar aqui no Blog, quando me lembrei de uma história que meu pai sempre contava quando eu era menor. Ele sempre lembrava as coisas que meu avô, como que fazendo profecias, falava a ele e seus irmãos. Meu pai contava que, meu avô falava que um dia teria grandes besouros de ferro que voariam pela cidade e levariam pessoas dentro dele (isso lembra em muito o Helicóptero). Meu pai contava outras previsões de meu avô, porém me recordo com maior precisão da que acabo de citar, pois era engraçado o jeito que ele contava aquilo tudo. Hoje meu pai tem 78 anos, mas ouvia essas estórias quando garoto e, hoje, estamos aqui vivendo um grande momento da humanidade onde há, a todo instante, grandes inventos que facilitam a vida cotidiana, que salvam vidas, que aproximam pessoas etc... Lembrando-me de tudo isso, pensei em como toda essa tecnologia pode nos ajudar a elevar nossa condição humana.

     Jesus, quando veio ao planeta Terra, trouxe-nos sua mensagem de amor, no entanto, nossa inteligência rudimentar e nossa moral pouco elevada, nos fez moldar essa mensagem Divina conforme nossos interesses, desviando-nos da proposta fraterna de Jesus – Ainda bem que o Mestre nos prometeu um consolador.

   E foi, então, que um belo dia, Deus entendeu que estávamos prontos para recebermos novos conhecimentos e nos enviou a doutrina Espírita. Mas vocês devem estar se perguntando: O que tudo isso tem a ver com o título da postagem? Ora, quando Kardec assumiu a missão de trazer ao nosso conhecimento a Doutrina dos espíritos, a humanidade passava por grandes transformações nos campos da filosofia, ciência, religião e, por que não dizer, da moral. Hoje, no entanto, após 150 anos de doutrina Espírita, vivemos numa época muito mais dinâmica, onde a informações se renovam com uma rapidez impressionante. Desse modo, em resposta à pergunta acima, faço outra: Será que o Espiritismo estaria alheio a essa renovação do mundo, quando é ele mesmo quem prega a evolução constante e ininterrupta? Eu acho que não.
                
      Mas, afinal, onde queremos chegar com tudo isso? - vocês devem estar se perguntando. Hoje, temos em nossas mãos computadores de última geração, televisão interativa, celulares de grande capacidade de armazenamento e uma infinidade de aparelhos que nos traz informações em tempo recorde. Será que não temos uma grande responsabilidade sobre o bom ou o mau uso que fazemos dessas ferramentas e, em se tratando das instituições Espíritas, será que não é apático de nossa parte ignorar essas ferramentas quando elas se mostram extremamente eficazes na divulgação daquela que consideramos a doutrina que nos trouxe o consolo para as nossas dores? É de se pensar não é mesmo?
                
      Mas, para concluir essas reflexões, eis que, hoje, meu pai me surpreende, quando pegou uma gatinha de pelúcia, que estava separada para doação, e disse: Gostei desse bichinho posso ficar com ele? Honestamente, não pude recusar-lhe aquele pedido, pois, ali estava meu pai, um senhor de 78 anos que, naquele instante voltava à infância e admirava um bicho de pelúcia, como quando criança admirava as histórias de seu pai. O que me faz pensar em como Deus é maravilhoso, pois, nos concede maravilhas e, enquanto meu pai se deslumbra com um simples bicho de pelúcia, eu me deslumbro com a tecnologia. Porém, meu pai faz um bom uso do bichinho, enquanto eu, por vezes desperdiço a tecnologia utilizando-a sem o propósito de elevar-me.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Com o perdão sempre podemos recomeçar

A filósofa Hannah Arendt
quando jovem.
Ela é autora de obras como
A Condição Humana,
As origens do totalitarismo e
A vida do Espírito.
Uma das maiores lições que  Jesus Cristo nos deixou foi a do perdão. Hannah Arendt, uma filósofa e que não era cristã, também reconheceu isso. Ela nos diz que, independentemente do contexto religioso em que essa lição do Cristo se dá, tal lição foi uma importante contribuição para a história da humanidade: antes de Cristo os homens estavam condenados para sempre a uma única ação, para sempre irreversível.

Depois de Cristo e, portanto, da sua lição do perdão, os homens tiveram a chance de sempre poder recomeçar!     

Não é outra a lição do Espiritismo, que nos esclarece ainda mais, pois nos diz que esse recomeçar avança em direção ao plano da própria reencarnação. Por isso é importante a cada plano reencarnatório nos esforçarmos para efetuarmos nossa reforma íntima e cumprir com nossos propósitos nessa direção. Uma vez que o espírito é eterno e que a morte do corpo não mata o espírito, nosso caminho só pode ser sempre o de regeneração do próprio espírito ou, por livre decisão, do atraso nesse processo, quando erramos tomando atitudes com base no egoísmo ou no orgulho.

Pois bem, tudo indica que devemos começar tal reforma íntima, primeiramente, nos perdoando. Afinal, quem já não errou nas suas vidas anteriores ou que, mesmo nessa vida, não está, aqui e acolá, ainda errando? Todos nós!
O importante é irmos melhorando e progredindo na medida em que assim desejarmos, tendo confiança em Deus e nos esforçando para avançar, sempre, mais e mais, na direção do único mandamento que o Cristo nos deixou: Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Essa passagem do Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, resume de maneira reveladora tudo o que nesta postagem procuramos tratar:

Crede que estas sábias palavras: “Amai bastante para serdes amados”, caminharão; elas são revolucionárias e seguem um caminho fixo, invariável. Mas já tendes ganho, vós que me escutais; sois infinitamente melhores do que há cem anos; tendes de tal modo mudado, em vosso proveito, que aceitais, sem contestar, uma multidão de idéias novas sobre a liberdade e a fraternidade, que outrora rejeitastes; ora, daqui a cem anos, aceitareis, com a mesma facilidade, aquelas que não puderam ainda entrar em vosso cérebro.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Causa e Efeito

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Certa vez Sir Isaac Newton postulou: “Para toda ação há uma reação de mesma intensidade e na direção contrária”, ou seja, essa é a lei de ação e reação. No vocabulário Espírita isso nada mais é que a lei de causa e efeito, ou seja, tudo o que eu fiz ontem estou colhendo hoje, o que eu fizer hoje colherei amanhã e assim por diante... De modo prático e agregando o postulado materialista de Newton aos ideais espirituais do Espiritísmo, podemos dizer o seguinte: Se eu der um soco na parede é óbvio que irá doer muito, no entanto, a pergunta é, por que doe? Neste caso não é Freud quem explica e sim Newton...rsrsrs!!! – Então vamos lá: Quando na estúpida ideia, de dar um soco na parede, deposito nesse ato uma determinada energia, a parede recebendo esta energia obedece à lei de ação e reação e devolve esta mesma energia para meu punho; sendo minha mão composta de elementos orgânicos, sensíveis ao toque e a toda e qualquer manifestação externa, serão enviadas para meu cérebro, por meio de um complexo sistema nervoso (algo complexo de se explicar aqui), informações de que algo está acontecendo, e, por fim, ouviremos ressoar um lindo e sonoro AI !!!!!
Pois é, assim é a lei de causa e efeito. Entretanto, o que fizemos no passado não podemos apagar. Porém, agora que sabemos que tudo o que fizermos voltará a nós mesmos em algum momento, comecemos a fazer coisas boas, pois, somente isso garantirá que no futuro não tenhamos pedras atiradas em nossas cabeças!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O que há em comum entre Sherlock Homes e o Espiritismo?

– Elementar, meu caro Watson!
Quem nunca ouviu essa expressão pelo menos uma vez na vida?
Afinal, todos conhecem o grande detetive Sherlock Homes, mas o que poucos sabem é que Arthur Conan Doyle, o criador desse personagem tão famoso, foi também o grande divulgador da doutrina espírita na Inglaterra.

Após o desencarne de sua esposa, do seu filho, do seu irmão, de seus dois cunhados e de seus dois netos, logo após a Primeira Guerra Mundial, Konan Doyle entrou em profunda depressão e encontrou, na Doutrina espírita, as explicações necessárias para o seu consolo e que lhe devolveram as forças para continuar.

O envolvimento com a causa espírita foi tão profundo que Arthur, no auge de sua carreira, decidiu enfrentar o ceticismo da época e escreveu um livro intitulado A Nova Revelação, no qual ele disserta sobre as manifestações estudadas no século XIX. A partir daí, foram crescentes as obras do Sir Arthur Konan Doyle, com o intuito de esclarecer seus leitores a respeito do Espiritismo.


Curioso é que Arthur era um amigão do maior opositor do Espiritismo, na época, o mágico Ilusionista Harry Houdini, que afirmava que as manifestações dos espíritos não passavam de truques. Athur sempre tentou mostrar ao amigo que os fenômenos eram verdadeiros, que eram forças naturais agindo e que o próprio amigo, Houdini, também era detentor de capacidades paranormais. Arthur Conan Doyle defendeu tanto a veracidade dos fenômenos mediúnicos que colocava seu já conhecido trabalho em segundo plano, a fim de dedicar mais tempo aos estudos e às descobertas desse novo campo do conhecimento, e que movimentavam todo o mundo.


As estórias de Sherlock Homes chegaram a ser proibidas na União Soviética, mas tal fato pouco incomodou Arthur. Sua convicção, aliás, foi muito além, pois para que pudesse receber o título de Par (Peer) do Reino Britânico lhe foi imposto que renunciasse à sua crença na doutrina dos Espíritos, mas Arthur se recusou e defendeu sua opinião até o dia de seu desencarne. Ele foi presidente da Internacional Spiritualist Federation, da Aliança Espírita de Londres e do Colégio de Ciência Espírita.

Nossa! O cara fez muita coisa mesmo! É alguém para termos em nosso mural de exemplos a serem seguidos e, então, sempre que precisarmos de uma motivaçãozinha é só nos lembrarmos dele e correr para o trabalho.



Aposto que nenhum de nós nunca mais vai ver Sherlok Homes com os mesmos olhos.
Abraços Vaga-Lumes!