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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Do Trovador do Além: José Matusalém


Nossa lição

Dou conforto a quem almeja,
Esclarecimento ao perdido,
Luz para quem não veja,
Alívio para o aflito.

Sou oportunidade de trabalho,
Campo de prova e expiação,
Para vencer a adversidade e desamparo,
Não por palavras, mas com ação.

Sou um sábio professor,
Que a seus alunos ensina com amor,
Benditos e iluminados conhecimentos,
Que elevam o ser sem sofrimento.

Sem minha presença,
Não há cristão que vença,
Atente a essa bendita oportunidade,
Pois eu sou a Caridade.

Trovador do Além : José Matusalém
Colônia Recanto de Irmãos
(mensagem recebida em 19/08/2012 por Rodrigo Félix da Cruz)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Lágrimas amargas

Certo dia, um escritor conversava com seu empregado na cozinha de sua casa.
O empregado era analfabeto e não raro seu patrão contava-lhe histórias que o animavam muito.
Naquela tarde, conversavam sobre o novo livro do escritor:
- Sobre o que fala o seu novo livro, senhor? - perguntou o empregado demonstrando interesse.
- Conta a história de um homem que descobre que, ao chorar dentro de um copo, suas lágrimas viram pérolas. - esclareceu o escritor.
- Deve ser uma história muito boa. - concluiu o empregado.
- É uma história triste. - disse o escritor.
- Triste? Como assim?
- É que ele termina sentado sobre uma montanha de pérolas, mas com um punhal ensanguentado na mão e tendo sua esposa morta em seus braços. - esclareceu o escritor.
- Entendi, foi assim que ele acumulou mais riqueza. - concluiu o outro.
- Isso mesmo meu amigo - disse o patrão - você é bem inteligente. Considerou o escritor, elogiando o empregado.
- Obrigado senhor! Mas, posso fazer uma pergunta sobre a história?
- Sim, é claro! – disse prontamente o escritor.
- Por que ele matou a esposa? - perguntou o empregado, ao mesmo tempo em que servia chá ao patrão.
- Ora, como assim? Conforme você mesmo concluiu, ele desejava ficar mais rico.
- Isso eu entendi, senhor. Mas ele não poderia ter apenas descascado uma cebola?

Bem galerinha, eu contei essa historinha para demonstrar o quanto as nossas escolhas nem sempre são acompanhadas de resultados felizes. Ou seja, se para conseguirmos nossos objetivos tivermos que agir somente motivados pela paixão à matéria, esquecendo os valores morais e dispensando a razão e a caridade, fatalmente nosso objetivo será alcançado sem a presença daqueles que amamos, e, assim, adiaremos o encontro com esses seres amados, adquirindo penosos débitos! 

 
Lembrem-se: se na caminhada para a aquisição de nossas “riquezas” ferirmos algum de nossos semelhantes nosso tesouro deixará de ser bom.
 
É isso o que tenho aprendido nos últimos meses.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Quando o amor cobre tudo



Todos nós sabemos que o trabalho na seara do Cristo exige viver o que ele nos pede, “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” e viver o seu mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Quando temos dificuldades em viver esse mandamento que é todo ele centrado no amor sem limites, isso ocorre devido aos nossos próprios limites e que demarcam nossa condição de espíritos imperfeitos e por isso mesmo encarnados em um planeta que demanda uma vida em que o amor se burila por meio de provas e/ou expiações a que estamos sujeitos.
O Evangelho Segundo o Espiritismo não nos cansa de apontar os principais defeitos de seres limitados espiritualmente: egoísmo e orgulho.
As provas e expiações, que existem para que possamos eliminar ou diminuir consideravelmente, pela experimentação daquelas, o alcance desses defeitos: elas implicam em sofrimento.
Contudo, não precisamos viver uma prova ou expiação como estamos acostumados a compreender o sofrimento, ou seja, como um castigo divino.
É preciso que entendamos o sofrimento como parte de tal processo, simplesmente.
Há, portanto, uma sutil diferença para a qual é preciso estar atento.
Aquele que exercita o amor de Cristo, que o tem como modelo, considera que sofrer, inclusive, faz também parte do amor.
Afinal, a princípio, temos dificuldades em aceitar os outros como eles são: com seus defeitos, contradições e com tudo aquilo que é diferente de mim, por exemplo, e do que eu acho que é certo. Enfim, daquilo que amo em mim mesmo, mais do que tudo.
Mas, a verdade é que não faria sentido amar o outro como amo a mim mesmo, se esse outro fosse completamente igual a mim, pois eu estaria amando uma cópia perfeita de mim mesmo, ou seja, apenas a mim mesmo de qualquer maneira, uma espécie de um “eu” duplicado, não é mesmo?
Se assim fosse, esse seria um amor egoísta, aquele que não se adequou ao proposto no mandamento maior: do amor que parte de si ao encontro com todas as criaturas de Deus, portanto, em que amar a Deus sobre todas as coisas cobre todas as coisas, tudo o que existe, toda a criação divina e que, por isso mesmo, se eleva a regiões em que esse amor é vivido assim, naturalmente.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O duelo do ser

Duelo de Eugene Onegin e Vladimir Lensky (1899), obra do pintor e escultor Ilya Repin (1844-1930), nascido na Ucrânia,  pertencente, em tal época, ao Império Russo. O quadro foi inspirado na novela Eugene Onegin, do escritor russo Alexandre Pushkin. Ambas as obras retrataram um duelo mortal travado entre homens que, no entanto, se consideravam, e eram considerados pelos seus contemporâneos, inteligentes e nobres.
Assim como esse tipo de expressão máxima do orgulho foi banida também um dia não precisaremos mais do duelo interior travado pela nossa vontade em fazer o bem ou o mal. Será quando, então, teremos alcançado -  pelo exercício do livre-arbítrio e pelo aprendizado das experiências de nossas escolhas - a compreensão de que somente na 
Caridade está a salvação.

Qual é a opinião de vocês sobre o que é ter caridade para com o próximo? É cuidar dele? É dar-lhe comida, ou qualquer coisa desse tipo? Sim, é tudo isso também! Agora me diga, como poderá uma pessoa alimentar a uma outra, se ela não sabe como se alimentar? Uma vez que caridade é também amor e paciência, devemos ter isso, primeiramente, conosco mesmos, não é verdade?

Vejamos um exemplo: Como poderia uma pessoa aconselhar a um suicida, se ela própria já estiver com a corda no pescoço? Isso seria, no mínimo, meio incoerente, vocês não acham? Então, é ai que temos o homem em um duelo, mais constante do que se imagina.
Trata-se do duelo entre seu “lado bom” e seu “lado mal”. Ou seja, entre a sua consciência, que até instintivamente quer o seu próprio bem - auxiliado pela boa e amiga espiritualidade, portanto, grande parte da sua vontade - e aqueles seus instintos mais primitivos, que são fortalecidos por simpatizantes: alguns de seus obsessores.

Quando, então, o caminho é longo, pois para cada ação haverá, necessariamente, uma consequência e isso serve de aprendizado para que cada um vá seguindo em frente.

Quando sentimos que saímos dessa confusão, também sentimos que os desafios sobem de nível, em alguns casos o mal pode empatar, novamente, até que haja um desempate nesse duelo que é vivido dentro do ser, mas que chama a si espíritos "simpatizantes" a cada lado e que ficam na torcida. 
O homem, então, vivencia diferentes batalhas e vitórias. O interessante é quando busca não começar a guerra novamente e faz do bom senso uma nova ordem. 

Para não recomeçar o duelo dentro de si a pessoa precisa  desarmar as armadilhas (ou tentações) e se afastar do abismo (lugar da decadência). Será assim que ele terá na experiência do ensinamento dos espíritos amigos, ou seja, de que “a caridade é a única salvação”, o que lhe permitirá instituir uma nova ordem: quando impera o bom senso e, portanto, se sabe o que precisa ser feito e como fazê-lo.

E, seguindo essa trilha, meus amigos, o ser humano vai evoluir mais e mais, constantemente, uma vez que ele já bem sofreu as consequências de seus atos, aprendendo a controlar seus desejos e também como não cair ou se frustrar por causa deles. 

É só passando por tudo isso que poderemos ensinar  aos outros: aqueles que como nós, por enquanto, estão no estágio de entender a si mesmos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Pedir com humildade

Sabemos todos que estamos em um mundo de provas e expiações e também sabemos que, no devido tempo, esse nosso mundo será de regeneração.
Mas sempre iremos nos perguntar como, durante a vivência de todas as provas e expiações, podemos ir acertando o passo na direção da posição que almejamos nos encontrar, ou seja, a de merecermos habitar um mundo melhor e, portanto, sendo melhores e mesmo que considerando nossos limites atuais.

A doutrina espírita nos alerta para a necessidade da vontade, do querer ser do bem, de termos o pensamento constantemente voltado a essa direção.

Penso que é muito importante agradecer à espiritualidade amiga o que temos conquistado. Quando notamos, por exemplo, que nossas atitudes têm mudado. Sobretudo, diante dos conflitos interpessoais que vivíamos e, por exemplo, graças a Deus, não vivemos mais. É preciso considerar que isso só foi possível, pela orientação propiciada pelos ensinamentos das obras essenciais de Kardec ou dos espíritos que nos legaram tantos ensinamentos através das psicografias de, por exemplo, Chico Xavier. Afinal, essas obras constituem uma leitura ainda mais apurada dos ensinamentos de Jesus Cristo que encontramos sedimentados nos Evangelhos.

Afinal, é o exemplo de Jesus que nos faz ir corrigindo o que aqui e ali ainda está falho, incoerente, inconsequente, triste e até mesmo feio, horrendo, ou como mais pudermos ou quisermos chamar àquilo que não é o mandamento do Cristo: amai ao próximo como a si mesmo, ou seja, fora da caridade não há salvação.

Tudo o que nossa vontade precisa para caminharmos nessa direção é demonstrado pelo que resulta a partir dessa elevação nas relações pessoais e que é uma elevação no grau de excelência do amor, sobretudo com os familiares, amigos, colegas.
Mas, então, estamos falando de algo mais fácil...
Pois bem, mesmo onde não é tão fácil, ou seja, junto aos inimigos, mesmo aí nossa vigilância amorosa precisa estar.
Não é porque não nos sentimos bem junto a um inimigo que precisamos lhe desejar o mal! Por favor!
Lembremos que nessa seara, ou seja, onde mais temos dificuldades para alcançar a superação é também devido a ela que seremos cobrados, e, sobretudo, por aqueles que sendo invisíveis nos veem bem melhor e até melhor do que nós mesmos nos vemos.
Por fim, é preciso dizer: somente o orgulho nos impediria de progredirmos.
Sabem por quê?
Porque ele nos impediria de pedirmos ajuda!

Isso mesmo é o que nos ensina O Evangelho segundo o Espiritismo:

Sob o ponto de vista moral, aquelas palavras de Jesus significam: Pedi a luz que deve clarear vosso caminho e ela vos será dada, pedi a força de resistir ao mal, e a tereis; pedi a assistência dos bons espíritos, e eles virão vos acompanhar e, como o anjo de Tobias, vos servirão de guias. Pedi bons conselhos, e não vos serão jamais recusados; batei à nossa porta, e ela vos será aberta, mas pedi com humildade e não com arrogância; sem isso, sereis abandonados às suas próprias forças, e as próprias quedas que tereis serão a punição de vosso orgulho.
Tal é o sentido destas palavras: procurai e achareis, batei e se vos abrirá. (item 5 do Capítulo XXV)