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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Fardo ou Dever?

Quando a verdade bate na porta da vida e ela não é nada agradável, assim como o ar que se respira, o som das ruas e as pessoas quando são irracionais conosco, e consigo mesmas...

Nós devemos detestar tais circunstâncias? 

Quem as provocou?

Ou dar atenção ao bom censo e passar por tudo isso de cabeça erguida?

Eu andava tranquilo sobre o fogo e levitava sobre as águas. Procurei por mais aventuras e achei desventuras, mas o plano superior sabe que estou arrependido agora, e me pergunto:

“Por que em vez de sorrir, prefiro encarar meus problemas com rancor e revolta mesmo sabendo que vai passar?”

Então, cheguei à conclusão que meu dever, apesar de “compulsório”, não passa de uma maneira para me ensinar a começar com as coisas pequenas, para depois chegar às grandes. 

Ao invés de reclamar, vou dar um jeito de resolver meus problemas, e, assim, não provocar piores circunstâncias. Não vou me importar tanto com as pessoas incoerentes com meu estado de espírito, e mesmo com tudo aquilo que eu possa achar errado, torto, energúmeno e insignificante.

Tudo isso poderá arrumar-se conforme seu livre-arbítrio e evolução.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Dias de Mudança


Ah esse 2012, parece até que em cada semestre presenciei dois anos distintos, mas não... Na verdade, ganhei tantos ensinamentos e vi tanta coisa que já não sou o mesmo, afinal, “cada um vê o que sabe”,  e só então descobri que somos uma metamorfose que nunca para.

Pois se a cada dia sabemos mais e consequentemente vemos mais!

E vendo mais podemos crescer e sendo grandes podemos nos ajudar e ajudar ao próximo... Assim, vamos traçando o caminho da evolução.

São nesses dias de luta que acontecem aquelas mudanças radicais, e na luta vamos ganhando sempre, porque tudo o que nós passamos em dias ruins, disso tudo podemos ganhar um pouco de experiência e com ela alcançarmos novas fronteiras.

Há alguns dias eu estava muito doente e sentia como se me chamassem para o lado obscuro e que a dor aumentava: isso foi terrível! Só que, mesmo eu estando no fundo do poço, mesmo assim os amigos espirituais conseguiram me ajudar e ajudar aqueles que tentavam fazer com que eu me juntasse a eles. E, através de um grande esforço, consegui também me recuperar, pois o nosso bem começa dentro de nós mesmos!

E é por essas e outras que, mesmo atravessando o vale das dores e da morte, não cederei, pois o Senhor é meu pastor e nada me faltará. Ainda que eu não fosse uma metamorfose ambulante, alguém que está cansado de ter aquela mesma opinião formada sobre tudo, e que meus dias não fossem relativos, um em relação ao outro, e que meu passado não fizesse o meu futuro, eu sempre estaria aqui, pois aqui estamos para melhorar e caminhar rumo a grandeza espiritual, pois como digo sempre para mim mesmo e repetirei todas as vezes que for necessário: “o homem é o próprio exercício que faz para o seu bem!” 

sexta-feira, 16 de março de 2012

O que você vê quando se vê?

Galerie des Glaces (Hall of Mirrors/Salão de Espelhos) do Palácio de Versalhes.
Certa vez, um jovem começou a se perguntar por que tudo em sua vida estava dando errado. Afinal, já não era mais rodeado de garotas, não tinha dinheiro suficiente para também se divertir, e, quando chegava em casa, apenas conseguia ver sua família inteira o cobrando.

Eles diziam que já lhe teriam dado de tudo (atenção, carinho, oportunidades de estudo, roupas, além de todo o aparato tecnológico que hoje é imprescindível na vida de um jovem), e, como não viam nenhum resultado, começaram a diminuir sua mesada e não permitir que ele saísse para as baladas.

Ele, então, ficou com raiva e como era muito orgulhoso não pôde enxergar que seus pais, agindo desse modo, só queriam seu bem. Assim permaneceu por anos, até que ele ouviu, em um momento propício, que para ser feliz é preciso conhecer a si mesmo. Foi quando, então, viu sua verdadeira face e notou que não era tão bonito como ele acreditava. Na verdade, sentiu como se "outro" estivesse ali no seu lugar.

Isso o ajudou a aprender a deixar de ser orgulhoso, uma vez que pensou: já que eu próprio não gostei disso que estou vendo em mim, quem é que vai gostar? É agora mesmo que vou mudar!

E começou lentamente a mudar, a fazer sua reforma íntima. É claro que isso não foi da noite para o dia! 
Na verdade, foi necessário colocar a mão na massa, aprender a deixar de ser egoísta e procurar ajudar outras pessoas a também verem que podem estar vivendo num salão de espelhos. Tais espelhos alimentam uma profunda ilusão: a do narcisismo exacerbado e que nasce do egoísmo e do orgulho.

Tal salão fica mais perto do que pensamos: fica dentro de nós mesmos.

É simples, no entanto, ver a nossa face real é só parar e refletir acerca de nossas atitudes. Elas podem agradar também ao próximo? Se não, estamos precisando de ajuda e, muitas vezes, precisamos da nossa própria ajuda e que só encontramos no ensinamento de que é preciso amar ao próximo como a si mesmo!
  
Observação: A imagem que abre essa postagem é a da Galerie des Glaces (ou Hall of Mirrors ou Salão de Espelhos) do Palácio de Versalhes, na França, ela nos lembra esse trecho daquela canção de Gilberto Gil e que já postamos aqui:

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração.

Mas, o tema dessa postagem foi, sobretudo, inspirado nessa música da banda alemã Kraftwerk:



The Hall of Mirrors

The young man stepped into the hall of mirrors
Where he discovered a reflection of himself
Even the greatest stars discover themselves in the looking glass
Even the greatest stars discover themselves in the looking glass
Sometimes he saw his real face
And sometimes a stranger at his place
Even the greatest stars find their face in the looking glass
Even the greatest stars find their face in the looking glass
He fell in love with the image of himself
and suddenly the picture was distorted
Even the greatest stars dislike themselves in the looking glass
Even the greatest stars dislike themselves in the looking glass
He made up the person he wanted to be
And changed into a new personality
Even the greatest stars change themselves in the looking glass
Even the greatest stars change themselves in the looking glass
The artist is living in the mirror
With the echoes of himself
Even the greatest stars live their lives in the looking glass
Even the greatest stars live their lives in the looking glass
Even the greatest stars fix their face in the looking glass
Even the greatest stars fix their face in the looking glass
Even the greatest stars live their lives in the looking glass
Even the greatest stars live their lives in the looking glass