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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Exterminador de futuros


No último dia 21, aconteceu a décima edição do EMESM (Encontro das Mocidades Espíritas de São Miguel). O tema central deste ano foi o da tecnologia. Entre debates, dinâmicas, músicas, estudos e referências doutrinárias, os participantes foram conduzidos, a todo instante, à reflexão sobre o uso responsável das mais diversas tecnologias.

Logo na primeira experiência do dia, os jovens participaram de uma ambientação na qual tiveram seus celulares confiscados. A partir daí, começava o desconforto dos participantes. Vale dizer, que muitos dos jovens presentes descreveram este momento como sendo invasivo e que chegaram a sentir um vazio, já que, daquele momento em diante, não tinham em mãos o aparelho que os ligavam ao resto do mundo. Entretanto, apesar do desconforto dos primeiros momentos, os mesmos participantes que afirmaram senti-lo, disseram também que, horas depois, não percebiam mais a falta do celular. Neste misto de sentimento de perda e solidão digital, os jovens, através de suas próprias opiniões, identificaram que somos escravos da tenologia e que é preciso que deixemos claro quem é que manda em quem. E, identificando que o uso exagerado dessas ferramentas que facilitam nosso dia a dia nos torna doentes, fizeram assim paralelo com a situação dos usuários de drogas, ao se colocarem também na posição de viciados.

Identificado o mal, era preciso tratá-lo. Mas como fazer isso? A humanidade já está tão acostumada com a superfluidade das facilidades cotidianas que viver sem elas parece algo impossível. Mas será mesmo? Será que não nos é possível viver sem celulares, computadores, televisão etc.? Deixemos bem claro, evidentemente, que a intenção do evento não era fazer oposição ao desenvolvimento tecnológico e a todas as comodidades que esses avanços nos proporcionam, muito pelo contrário. A ideia do evento foi a de justamente enriquecer esses inventos maravilhosos, dando a eles o devido valor, ao invés de pejorá-los, fazendo-lhes mau uso.

A solução então estava no reset, isso mesmo, recomeçar. E novamente os participantes foram conduzidos ao universo de suas próprias consciências, com a ajuda de uma dinâmica em que todos foram inseridos em um ambiente primitivo, após terem sido exterminados por uma máquina que veio do futuro, com o propósito de realizar o exílio daqueles que não souberam aproveitar os recursos tecnológicos. Nesse instante, todos puderam entender, pelo menos parcialmente, o que aconteceu com os capelinos. E ficava aí, a grande reflexão do evento: De todos os seres na terra, o ser humano se destaca por sua capacidade de adaptação e criação. Logo, cabe a ele, como ser predominante e agente transformador de seu próprio meio, a responsabilidade de usar todo o seu conhecimento para o bem geral do planeta, no campo material e, sobretudo, no campo moral.




quarta-feira, 20 de março de 2013

Espírito criança?

Hoje, os fenômenos da mediunidade têm sido explorados não somente dentro dos centros espíritas. Há manifestações em todos os campos da vida como, aliás, sempre houve, a diferença é que, na atualidade, esta faculdade começa a ser reconhecida e, assim, ela tem assumido seu devido lugar.

Entretanto, as manifestações mediúnicas, por mais comuns que sejam, ainda não são compreendidas, e nisso os espíritas de nossos dias têm grande culpa, sobretudo, por não terem dado o devido valor aos estudos kardecianos. Um dos eventos que denuncia nossa ignorância doutrinária é o fato de que admitimos como válidas, alguns até como sublimes, as manifestações de espíritos que ainda permanecem fortemente ligados às impressões materiais. Falaremos aqui, especialmente, dos chamados eres, "espíritos" comuns nas manifestações presentes nas religiões afro-brasileiras.

A questão capital, que os espíritas verdadeiramente atentos devem fazer, é se essas comunicações são possíveis e, se sim, em que circunstâncias elas se dão e qual o seu objetivo, pois, tomando como princípio as leis divinas que regem igualmente todo o universo, devemos entender que toda afirmação verdadeira deve obedecer ao princípio básico da verdade, que é a lógica.

Sendo assim, façamos a seguinte reflexão:

- Se um espírito tão apegado à matéria, ao ponto de manter-se prisioneiro na forma de uma criança, pode tomar posse, por assim dizer, do corpo de um adulto, submetendo-o a posturas ridículas como chupar chupeta, brincar de bonecas, chorar como se fora um bebê etc., devemos também aceitar que uma criança encarnada poderia fazer o mesmo com uma pessoa adulta.

Sabendo que isso é algo impossível, colocamos em xeque a possibilidade da manifestação - pelo menos nos moldes em que ela comumente se apresenta. Afinal, a infância é uma faze restrita somente à condição humana e, nesse caso, como bem sabemos, são as crianças que estão sujeitas aos conselhos e direcionamentos educacionais dos adultos, e não o contrário.

Entretanto, por mais ilógicas que pareçam tais manifestações, temos evidências de sua ocorrência – considerando, evidentemente, somente aquelas que são verídicas, excluindo de nossa abordagem todo e qualquer indício de fraude.

Pois bem, é um fato que elas ocorrem, e, como falamos anteriormente, precisamos verificar a utilidade prática disso, bem como analisar suas circunstâncias.

Devemos excluir a possibilidade de que um espírito-criança possa nos dar algum conselho de ordem moral - pois se tal espírito não consegue sequer transpor essa barreira material, que se dirá em relação a alcançar alguma verdade divina. Assim sendo, vamos nos ater às questões relativas ao auxílio. Nesse campo, sim, as manifestações de espíritos-crianças parecem ganhar não somente lógica, mas justifica-se pela utilidade e o objetivo caridoso que tal ato encerra. Já que, depois de recobrada a consciência de sua verdadeira personalidade e seu real estado - ou seja, nem o de criança nem o de defunto, mas simplesmente a de um Espírito livre - espera-se que a entidade retome sua caminhada evolutiva desfazendo-se das amarras que lhe prendiam às impressões da vida física.

Em relação a essa questão, alertamos que aqueles que atuam nestas áreas da mediunidade - que não são, necessariamente espíritas - devem entender que, fazer com que um espírito permaneça nesta condição tão pequena, somente para satisfazer os seus ritos é, antes de tudo, uma atitude anticaridosa. Obviamente, esse assunto nos conduz a outros como os que remetem aos caboclos, pretos velhos, exus e tantos outros. Mas pensamos que nos estenderíamos muito e, além disso, julgamos que a mesma máxima, com a qual avaliamos o perfil dos eres (a saber: o trecho grifado no parágrafo anterior), sirva para essas outras denominações.

Lembramos que as manifestações de espíritos dessa ordem, acontecem mais comumente nos chamados terreiros de umbanda, aos quais nós dispensamos o devido respeito. Entretanto, não raro, vemos grupos espíritas adotando práticas sincretistas a título de não parecerem excludentes e separatistas. Quanto a isso, não posso deixar de dizer que atitudes desse nível revelam tão somente falta de personalidade religiosa-filosófica e uma grande e lastimável ausência de convicção na doutrina que o espírita diz professar.

Quando Kardec perguntou aos espíritos se o Espiritismo seria a religião do futuro, os Espíritos lhe responderam que não. Disseram que o Espiritismo seria o futuro das religiões. Isso implica compreender que adotarmos manifestações de caráter primitivo e nada esclarecedoras representa um retrocesso. Isso coloca os centros "espíritas", que adotam esses tipos de manifestações, em um grau maior de culpabilidade, e, por que não dizer?, em um grau de barbárie. Já que entregam àqueles necessitados a chave da ignorância negando-lhes a do conhecimento.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Pontuando o que é distinto no Espiritismo e na Umbanda



Começaremos nossa postagem, direta e resumidamente, a fim de não deixarmos qualquer confusão referente ao nosso ponto de vista: a Umbanda não é Espiritismo. 

Acreditamos que ao ler isso alguns dos amigos pensarão que nós somos separatistas ou preconceituosos, mas não, não somos nem uma nem outra coisa. Apenas desejamos deixar claro aquilo que Kardec já expôs na introdução da obra que marca o início da doutrina espírita, ou seja, em O Livro dos Espíritos: Os adeptos do espiritismo serão os espíritas ou, se quiserem, os espiritistas.(LE - Introdução - Item I)

Acreditamos também que o que tem causado confusão, e até mesmo entre alguns espíritas menos estudiosos, é o fato de que a Umbanda, assim como o Espiritismo, desenvolve atividades de intercâmbio mediúnico. E, nesse ponto da nossa argumentação, sabemos que se exigirá de nossa parte uma dissertação mais apurada. Então,vamos fazer isso juntos:

Na Umbanda pratica-se mediunidade, certo? Certo!

No Espiritismo também, certo? Certo!

Então, o que difere uma da outra? É simples de se compreender. Nos chamados Terreiros de Umbanda as manifestações dos espíritos acontecem sempre por meio de algum ritual – acendimento de velas, cantos de evocação, danças ritualísticas, vestimenta desta ou daquela cor, oferendas de bebidas, cigarros, alimentos entre outras tantas formas exteriores de evocação. Enquanto que na doutrina espírita não se pratica qualquer tipo de rito ou evocação material. O único modo de evocação, que os espíritos da codificação kardeciana nos aconselham, é a oração sincera, o recolhimento e a mudança íntima. Essa última, aliás, deve ser objetivo diário de todos nós, ou seja, sabemos que nenhum rito poderia nos limpar de nossas deficiências.

Infelizmente, muitos grupos considerados espíritas adotam alguns desses rituais que, sem nenhum temor, podemos considerar traços de nosso período primitivo. Esses grupos não são exatamente espíritas, ou são espíritas muito imperfeitos, principiantes, pois ferem de alguma forma os princípios da doutrina dos espíritos. Seja com a intenção de parecerem “abertos”, seja por falta de uma identidade, ou por profissão de fé desorientada, esses núcleos hoje estão distantes de compreenderem Terceira Revelação –  embora estejam dela mais próximos que nossos irmãos da Umbanda. Mas igualmente a esses últimos, também não podem se dizerem espíritas, porque nesse caso estariam tomando para si um título que não possuem ou para o qual ainda não estão devidamente aptos. Podem sim se dizerem espiritualistas universalistas, que é a melhor denominação para o tipo de trabalho que muitos têm feito, mas espíritas ainda não o são. Digamos que estão se “espiritificando”, ou seja, se tornando espíritas.

Agora chegou a hora de sermos mais amigáveis. Queridos leitores amigos, sabemos que evidentemente estamos longe de sermos detentores da verdade e pedimos até desculpas, se nossas palavras soaram ou pareceram preconceituosas, mas como dissemos no início de nosso texto temos apenas a intenção de colocar cada coisa em seu devido lugar para que assim, cada um, na medida em que suas faculdades morais e intelectuais permitam, possa contribuir de modo útil e honesto para a elevação espiritual da humanidade.


sábado, 30 de junho de 2012

um poema lição


Certa vez ouvi a poetisa mineira Adélia Prado, que é bastante conhecida também por seu trabalho junto a igreja católica, durante um colóquio, afirmar que Santa Teresa de Ávila, após seus êxtases místicos, dizia: "Mais um minuto e eu teria morrido..." 

Tal personagem santa e histórica é admirada por muitos, quer por seu exemplo narrado, quer pelos registros de seus depoimentos. Há inclusive um poema anônimo lhe foi atribuído e que foi vertido para o português por ninguém menos do que pelo nosso poeta Manuel Bandeira.


O poema é primoroso na sua construção (é um soneto) e é um exemplo de entrega e comoção no caminho da luz, pois de profundo respeito ao exemplo do Cristo e ainda que sendo uma santa da igreja católica nos dá um exemplo muito próximo da verdade espírita, em todo ele, mas, sobretudo, no primeiro terceto do poema: não precisamos do céu ou do inferno para praticar a caridade cristã e também para saber que não viver nesse amor é já estar condenado à distancia do mesmo que o Cristo quis e isso é pior que as sugestões de inferno que a igreja católica tanto propagou.


[Soneto anônimo / atribuído a Teresa de Ávila, 1515-1582]

Ao Cristo crucificado

Não me move, Senhor, para querer-te,
o céu que me hás um dia prometido;
nem me move o inferno tão temido,
para deixar por isso de ofender-te.


Move-me tu, Senhor, move-me o ver-te
cravado nessa cruz e escarnecido;
move-me no teu corpo tão ferido
ver o suor de agonia que ele verte.

Move-me ao teu amor de tal maneira,
que a não haver o céu eu te amara
e a não haver o inferno te temera.

Nada tens a me dar porque te queira
pois se o que ouso esperar não esperara,
o mesmo que quero te quisera.

(Tradução de Manuel Bandeira, 1886-1968)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Ser também religioso


Que alegria imensa sinto por estar aprendendo tanto com a ajuda dos espíritos amigos!
Inclusive por aprender a respeitar todas as religiões, mesmo que eu só pudesse estar no Espiritismo por ele não ser apenas mais uma como tantas.
Hoje compreendo que os religiosos em seus rituais são abençoados verdadeiramente pela espiritualidade quando em suas igrejas se reúnem com fé. Quando dobram seus joelhos ou levantam suas mãos ao alto, eles louvam e agradecem ao Deus criador e imediatamente das alturas caem bênçãos magníficas e tão merecidas pela revelação desse ato de humildade diante do Senhor e do pai descoberto, ainda que mais verdadeiramente nas horas de aflições. São comunidades inteiras de cristãos ou de muçulmanos, criaturas de Deus, buscando um encontro com o seu eu espiritual.
Mesmo que dentre esses irmãos estejam aqueles que não utilizam essa oportunidade para desenvolver o amor, serão os que amam verdadeiramente a Deus e fazem de suas vidas um testemunho desse amor que terão contribuído para que tantos deixem os ambientes trevosos do egoísmo e orgulho de seus corações.
Tais irmãos precisam sim de seus rituais para que transcendam, então, a condição material em que estão mergulhados e isso para o seu próprio aprendizado e progresso e possam sair de seus templos e igrejas fortalecidos para as agruras diárias da vida, que tanto sofrimento lhes reserva quanto sua capacidade em transcendê-lo pela coragem e fé.

Emmanuel
mentor de Chico Xavier
É, por isso, que quando estou em um centro espírita posso lamentar que muitos não compreendam ainda o Espiritismo como o abençoado Allan Kardec o codificou, ou seja, como um verdadeiro triângulo de Forças Espirituais, nas palavras de Emmanuel, portanto, como uma filosofia que solicita o tempo todo o apelo do bom senso e da razão, como uma ciência que explica e justifica a existência e a natureza do mundo espiritual na relação cotidiana com o mundo corpóreo e, sim, como uma religião, mas que propõe uma fé raciocinada uma vez que alicerçada na restauração do evangelho do Cristo, ou seja, que infunde a renovação definitiva do homem e que permite que quando essa renovação se inicie isso se dê, como nos diz o mesmo Emmanuel , para a grandeza de seu imenso futuro espiritual.
Nesse sentido, é de se lamentar que tenhamos ainda espíritas presos a rituais, sacramentos, paramentos, mitos e quaisquer cultos exteriores, sobretudo se com isso e por isso eles mascaram a própria dificuldade de abraçar com ardor toda essa fé raciocinada que o espiritismo lhes propõe e ainda dando-lhes todos os meios possíveis de alcançá-la e fortalecê-la, seja no amplo material de estudo disponível, seja nas comunicações dos espíritos amigos, que ao mesmo tempo em que consolam diante do sofrimento das provas e expiações que enfrentamos também nos advertem acerca dos perigos que guardam os caminhos da dissipação para aqueles que já foram esclarecidos.
Que Deus nos alimente a fé, a coragem e a caridade verdadeiramente cristã, pois são os únicos instrumentos disponíveis para o trabalho sincero daqueles que seguem o Cristo criador!

O Templo em Nova Delhi (Índia) como todos os templos Bahá’ís possui nove entradas, cada uma delas representando um Mensageiro de Deus: Krisnha, Abraão, Moisés, Zoroastro, Buda, Cristo, Muhammad, Báb e Bahá`u`lláh. Portanto, os Templos Bahá’ís são dedicados a todos os povos do mundo. Um templo bahá’í é uma Casa de Adoração a Deus onde as Sagradas Escrituras de todas as religiões são lidas nestes templos. Não há ritual, imagens ou clero.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Deixa o Passado no Passado

Muitas vezes sofremos por coisas que fizemos, tenha sido há muito ou pouco tempo, tanto faz, a questão é que sempre sofremos. Estive pensado no porquê fazemos isso; pensei nas questões que envolvem esse momento, em que não nos perdoamos e não nos damos a chance de acertar. Às vezes, escolhemos fugir, mas isso não resolve a situação, pois a qualquer momento, a lembrança de nosso erro nos assalta. Em alguns momentos, escolhemos encarar a questão, mas pelo fato de não estarmos muito acostumados com isso, acabamos fazendo o tipo “eu sou assim mesmo, se quiser gostar de mim que goste”, acredito que isso não é enfrentar o problema e sim evidenciar orgulho, estou certo? Penso que nenhuma dessas atitudes sejam cristãs. Vejo nelas a grande dificuldade de sermos simples e humildes de coração. De sermos os pobres de espíritos de que Jesus falou, sabe? Pensado na dificuldade que temos de nos libertar dos erros do passado, concluí que tudo não passa de uma máscara que vestimos, a fim de esconder nosso orgulho, egoísmo e vaidade. Percebi que é lá, no passado, que estão as razões de nossos sofrimentos atuais, porém, é no presente que está a razão de nossa felicidade futura, logo, não há como ser feliz se nos apegamos às dores que nossa alma já não suporta. Peço, então, que Chico Xavier me empreste uma de suas belas frases que diz o seguinte: Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

sábado, 17 de dezembro de 2011

É se educando que a gente se entende!

Eu estou lendo um livro bem interessante e que não é muito divulgado quando se fala nas obras de Allan Kardec. Trata-se de O que é o Espiritismo.
Por que o livro é bacana?
Primeiramente, ele é bem mais fácil de ler do que alguns outros do mesmo autor, como, por exemplo, A Gênese, que pede um certo hábito de leitura mais fluente. E isso já é bem legal, para você ir se acostumando com a pegada da linguagem de Kardec.
Além disso, o livro também foi elaborado com a intenção de responder a questões que as pessoas sempre faziam ao seu autor sobre o Espiritismo e que, segundo ele mesmo diz, ele tinha, portanto, que sempre ficar repetindo as mesmas respostas.
E você? Quando você diz que é espírita, as pessoas não ficam te perguntando uma série de coisas que nem sempre você se sente preparado para responder?
Pois bem, lendo esse livro, você será informado sobre a doutrina espírita e de uma maneira mais prática e didática. 
Por exemplo, alguém de outra religião já questionou o fato de você ser espírita, considerando apenas o ponto de vista da doutrina que essa pessoa mesmo professava?
Isso sempre foi algo muito comum. No tempo de Kardec, e mesmo nos nossos dias. 

É claro que esperamos que nenhum espírita pense em fazer isso, ou seja, questionar a religião de qualquer um ou fazer de sua atitude ou ato de fé algo que comungue com os excessos tão comuns quando se trata de proselitismo. Você sabe o que é isso? É o nome que a gente dá para um certo empenho ativista de converter uma ou várias pessoas a uma determinada causa, ideia ou, no caso que ora tratamos, a uma determinada religião (proselitismo religioso).

No livro que estou sugerindo que você conheça, Alan Kardec se coloca, por exemplo, conversando com um padre da Igreja Católica (Terceiro Diálogo - O Padre) A certa altura, o padre afirma: 

Não discordais, entretanto, que o Espiritismo não está, sobre todos os pontos, de acordo com a religião. 

A resposta de Kardec é um belo exemplo de resumo das principais práticas do Espiritismo, ou seja, do que interessa para valer quando nos dizemos espíritas:

Se o Espiritismo negasse a existência de Deus, da alma, da sua individualidade e da imortalidade, das penas e das recompensas futuras, do livre-arbítrio do homem; se ele ensinasse que cada um, neste mundo, não está senão para si e não deve pensar senão em si, ele seria não somente contrário à religião católica, mas a todas as religiões do mundo; isso seria a negação de todas as leis morais, bases das sociedades humanas. Longe disso, os Espíritos proclamam um Deus único, soberanamente justo e bom; eles dizem que o homem é livre e responsável pelos seus atos, recompesado e punido segundo o bem ou o mal que fez; eles colocam acima de todas as virtudes a caridade evangélica e esta regra sublime ensinada pelo Cristo: agir para com os outros como gostaríamos que os outros agissem para conosco. Não estão aí os fundamentos da religião? Eles fazem mais: nos iniciam nos mistérios da vida futura, que para nós não é mais uma abstração, mas uma realidade, porque são aqueles mesmos que conhecemos que vêm nos descrever suas situações, nos dizer como e porque eles sofrem ou são felizes. Que há nisso de anti-religioso? Essa certeza do futuro, de reencontro com aqueles que amamos, não é uma consolação? Essa grandiosidade da vida espiritual que é nossa essência, comparada Às mesquinhas preocupações da vida terrestre, não é própria para elevar nossa alma e a nos encorajar ao bem?

Portanto, é isso o que importa! Independente da sua religião, você faz o bem e, assim, eleva sua alma mais e mais? Então, meus parabéns!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Oremos!

Como precisamos rezar, orar, elevar nossa prece a Deus!

Toda vez que iniciamos uma prece verdadeira estamos em sintonia absoluta com Deus , com a espiritualidade amiga, bem como com aqueles por quem pedimos e ainda com aqueles para os quais pedimos que nos ajudem, e que podem ser: nosso anjo guardião, nosso mentor espiritual, enfim, nossos amigos no plano espiritual.

No entanto, é preciso que na oração a boca fale do que está cheio o coração, e, nesse sentido, é preciso, então, que o coração esteja pleno de arrependimento, humildade, bondade, amor ao próximo e também, é claro, amor para consigo mesmo.
Sobretudo, nosso coração precisa estar pleno da fé verdadeira.

Como deve ser minha prece?
Ela pode e deve ser uma conversa sincera com Deus!

Encontramos no Evangelho segundo o Espiritismo essa passagem bastante esclarecedora a respeito da prece:

A principal qualidade da prece é ser clara, simples e concisa, sem fraseologia inútil, nem luxo de epítetos que não são senão enfeites de brilho falso. Cada palavra deve ter a sua importância, revelar uma ideia, movimentar uma fibra: numa palavra, deve fazer refletir; só com essa condição, a prece pode alcançar o seu objetivo, de outro modo, não é senão ruído. Vede também com que ar de distração e volubilidade elas são ditas na maioria das vezes; veem-se lábios que se movimentam, mas, pela expressão da fisionomia e mesmo o som da voz, reconhece-se um ato maquinal, puramente exterior, ao qual a alma permanece indiferente.

E, então, você já falou com Deus hoje? Como você, verdadeiramente, buscou falar com Deus?

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Os “Mortos” se Divertem

    O hábito de visitar os mortos no cemitério existe há muito tempo e, se ainda conservamos esse hábito, é porque ainda tendemos a confundir o indivíduo (espírito) com seu corpo.

    Católicos, budistas, protestantes, muçulmanos, espíritas, não importa... Somos todos espiritualistas e acreditamos na existência e na sobrevivência do Espírito. E, obviamente, os Espíritos não residem no cemitério. Por força do hábito, costumamos dizer que perdemos o familiar ou o amigo, quando na verdade não perdemos nada e esse comportamento é até estranho, já que sabemos da sobrevivência do Espírito.

   Quem admite que a vida continua jamais afirmará que perdeu alguém. Ele simplesmente partiu. Quando dizemos "perdi um ente querido", estamos adquirindo alguns prejuízos emocionais, porém, se afirmarmos que ele simplesmente partiu, haverá apenas a saudade, a abençoada saudade, a demonstração de amor em nosso coração, o verdadeiro e sublime sentimento que nos coloca ao lado de Deus. Sendo assim, entendemos que nossos entes que retornaram à casa do Pai retornaram porque cumpriram seu tempo ao nosso lado e que a falência do corpo é a redescoberta do Espírito como ser imortal; que toda saudade que deles sentimos os fazem mais felizes, se são espíritos que compreendem seu novo estado, e isso alivia aqueles que ainda não o compreendem, conduzindo-os a este entendimento.

    Na questão 321, de “O Livro dos Espíritos”, Kardec faz a seguinte questão: O dia da comemoração dos mortos tem algo de solene para os Espíritos? – Ao que os Espíritos deram a seguinte resposta: – Os Espíritos atendem ao chamado do pensamento, tanto nesse dia quanto em qualquer outro. Ou seja, sempre que nos lembrarmos de nossos entes com carinho, eles estarão nos sentindo, pois o veículo de comunicação do Espírito é o pensamento e estando eles do outro lado, mais livres do que nós estamos nesta dimensão, não há barreiras para que eles venham nos abraçar, a fim de nos manter e nos ajudar, até que nosso reencontro se realize. Sendo assim, sempre ao chorarmos, que nossas lágrimas sejam de doces saudades e não de lamentação, e, ao invés de lamentar a morte do corpo, celebremos a vida no mundo maior, pois tenhamos certeza, que cada lagrima que venha desenhar um sorriso bobo em nossa face, será uma gota de amor para aqueles que nos assiste da pátria espiritual.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Responsabilidade High Tech.

      Estava procurando um tema para abordar aqui no Blog, quando me lembrei de uma história que meu pai sempre contava quando eu era menor. Ele sempre lembrava as coisas que meu avô, como que fazendo profecias, falava a ele e seus irmãos. Meu pai contava que, meu avô falava que um dia teria grandes besouros de ferro que voariam pela cidade e levariam pessoas dentro dele (isso lembra em muito o Helicóptero). Meu pai contava outras previsões de meu avô, porém me recordo com maior precisão da que acabo de citar, pois era engraçado o jeito que ele contava aquilo tudo. Hoje meu pai tem 78 anos, mas ouvia essas estórias quando garoto e, hoje, estamos aqui vivendo um grande momento da humanidade onde há, a todo instante, grandes inventos que facilitam a vida cotidiana, que salvam vidas, que aproximam pessoas etc... Lembrando-me de tudo isso, pensei em como toda essa tecnologia pode nos ajudar a elevar nossa condição humana.

     Jesus, quando veio ao planeta Terra, trouxe-nos sua mensagem de amor, no entanto, nossa inteligência rudimentar e nossa moral pouco elevada, nos fez moldar essa mensagem Divina conforme nossos interesses, desviando-nos da proposta fraterna de Jesus – Ainda bem que o Mestre nos prometeu um consolador.

   E foi, então, que um belo dia, Deus entendeu que estávamos prontos para recebermos novos conhecimentos e nos enviou a doutrina Espírita. Mas vocês devem estar se perguntando: O que tudo isso tem a ver com o título da postagem? Ora, quando Kardec assumiu a missão de trazer ao nosso conhecimento a Doutrina dos espíritos, a humanidade passava por grandes transformações nos campos da filosofia, ciência, religião e, por que não dizer, da moral. Hoje, no entanto, após 150 anos de doutrina Espírita, vivemos numa época muito mais dinâmica, onde a informações se renovam com uma rapidez impressionante. Desse modo, em resposta à pergunta acima, faço outra: Será que o Espiritismo estaria alheio a essa renovação do mundo, quando é ele mesmo quem prega a evolução constante e ininterrupta? Eu acho que não.
                
      Mas, afinal, onde queremos chegar com tudo isso? - vocês devem estar se perguntando. Hoje, temos em nossas mãos computadores de última geração, televisão interativa, celulares de grande capacidade de armazenamento e uma infinidade de aparelhos que nos traz informações em tempo recorde. Será que não temos uma grande responsabilidade sobre o bom ou o mau uso que fazemos dessas ferramentas e, em se tratando das instituições Espíritas, será que não é apático de nossa parte ignorar essas ferramentas quando elas se mostram extremamente eficazes na divulgação daquela que consideramos a doutrina que nos trouxe o consolo para as nossas dores? É de se pensar não é mesmo?
                
      Mas, para concluir essas reflexões, eis que, hoje, meu pai me surpreende, quando pegou uma gatinha de pelúcia, que estava separada para doação, e disse: Gostei desse bichinho posso ficar com ele? Honestamente, não pude recusar-lhe aquele pedido, pois, ali estava meu pai, um senhor de 78 anos que, naquele instante voltava à infância e admirava um bicho de pelúcia, como quando criança admirava as histórias de seu pai. O que me faz pensar em como Deus é maravilhoso, pois, nos concede maravilhas e, enquanto meu pai se deslumbra com um simples bicho de pelúcia, eu me deslumbro com a tecnologia. Porém, meu pai faz um bom uso do bichinho, enquanto eu, por vezes desperdiço a tecnologia utilizando-a sem o propósito de elevar-me.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Com o perdão sempre podemos recomeçar

A filósofa Hannah Arendt
quando jovem.
Ela é autora de obras como
A Condição Humana,
As origens do totalitarismo e
A vida do Espírito.
Uma das maiores lições que  Jesus Cristo nos deixou foi a do perdão. Hannah Arendt, uma filósofa e que não era cristã, também reconheceu isso. Ela nos diz que, independentemente do contexto religioso em que essa lição do Cristo se dá, tal lição foi uma importante contribuição para a história da humanidade: antes de Cristo os homens estavam condenados para sempre a uma única ação, para sempre irreversível.

Depois de Cristo e, portanto, da sua lição do perdão, os homens tiveram a chance de sempre poder recomeçar!     

Não é outra a lição do Espiritismo, que nos esclarece ainda mais, pois nos diz que esse recomeçar avança em direção ao plano da própria reencarnação. Por isso é importante a cada plano reencarnatório nos esforçarmos para efetuarmos nossa reforma íntima e cumprir com nossos propósitos nessa direção. Uma vez que o espírito é eterno e que a morte do corpo não mata o espírito, nosso caminho só pode ser sempre o de regeneração do próprio espírito ou, por livre decisão, do atraso nesse processo, quando erramos tomando atitudes com base no egoísmo ou no orgulho.

Pois bem, tudo indica que devemos começar tal reforma íntima, primeiramente, nos perdoando. Afinal, quem já não errou nas suas vidas anteriores ou que, mesmo nessa vida, não está, aqui e acolá, ainda errando? Todos nós!
O importante é irmos melhorando e progredindo na medida em que assim desejarmos, tendo confiança em Deus e nos esforçando para avançar, sempre, mais e mais, na direção do único mandamento que o Cristo nos deixou: Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Essa passagem do Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, resume de maneira reveladora tudo o que nesta postagem procuramos tratar:

Crede que estas sábias palavras: “Amai bastante para serdes amados”, caminharão; elas são revolucionárias e seguem um caminho fixo, invariável. Mas já tendes ganho, vós que me escutais; sois infinitamente melhores do que há cem anos; tendes de tal modo mudado, em vosso proveito, que aceitais, sem contestar, uma multidão de idéias novas sobre a liberdade e a fraternidade, que outrora rejeitastes; ora, daqui a cem anos, aceitareis, com a mesma facilidade, aquelas que não puderam ainda entrar em vosso cérebro.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Causa e Efeito

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Certa vez Sir Isaac Newton postulou: “Para toda ação há uma reação de mesma intensidade e na direção contrária”, ou seja, essa é a lei de ação e reação. No vocabulário Espírita isso nada mais é que a lei de causa e efeito, ou seja, tudo o que eu fiz ontem estou colhendo hoje, o que eu fizer hoje colherei amanhã e assim por diante... De modo prático e agregando o postulado materialista de Newton aos ideais espirituais do Espiritísmo, podemos dizer o seguinte: Se eu der um soco na parede é óbvio que irá doer muito, no entanto, a pergunta é, por que doe? Neste caso não é Freud quem explica e sim Newton...rsrsrs!!! – Então vamos lá: Quando na estúpida ideia, de dar um soco na parede, deposito nesse ato uma determinada energia, a parede recebendo esta energia obedece à lei de ação e reação e devolve esta mesma energia para meu punho; sendo minha mão composta de elementos orgânicos, sensíveis ao toque e a toda e qualquer manifestação externa, serão enviadas para meu cérebro, por meio de um complexo sistema nervoso (algo complexo de se explicar aqui), informações de que algo está acontecendo, e, por fim, ouviremos ressoar um lindo e sonoro AI !!!!!
Pois é, assim é a lei de causa e efeito. Entretanto, o que fizemos no passado não podemos apagar. Porém, agora que sabemos que tudo o que fizermos voltará a nós mesmos em algum momento, comecemos a fazer coisas boas, pois, somente isso garantirá que no futuro não tenhamos pedras atiradas em nossas cabeças!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

COMECAP 2011 - A confraternização da mocidade de olho no futuro



Nesse domingo, aconteceu em São Paulo, no Cenlep, na Água Rasa, a 42a Confraternização das Mocidades Espíritas da Capital (COMECAP). O tema do encontro foi De volta para o Futuro. E a abordagem pretendeu elaborar questões que permitam aos jovens espíritas pensar o uso que podemos fazer do nosso passado, o desenvolvimento que estamos dando para o nosso presente, a fim de formar nosso futuro.
A organização desse COMECAP ficou por conta de Eduardo Carvalho e contou com a presença de mais de 300 jovens de diversas casas Espíritas, de diferentes localidades no estado de São Paulo.
A programação contou com a apresentação da música tema do COMECAP 2011, que foi fruto de um projeto chamado Carrossel, iniciado pela parceria de Alexandre Oliveira (o Giga, do Cartas de Bordeaux) e o Felipe de Oliveira (Paroles). O projeto, agora, reúne outros integrantes e tem o objetivo de compor músicas em parcerias, unindo jovens de origens diferentes, no ideal de passar mensagens espíritas por meio da música.

A música tema
 Delorean, dentre outras coisas, faz referência ao filme De volta para o futuro, e é uma releitura do sentido do filme, desenvolvendo-o em direção ao ideal que todos acreditamos, sobretudo, ao transmitir a mensagem-chave do seu refrão: "Essa é a nossa história: De volta para o futuro sem esquecer".
Antes da entrada para as salas, uma surpresa foi oferecida aos participantes. Uma performance teatral, que nos conduziu a uma reflexão na linha do tempo, partindo do primitivismo humano aos dias atuais, revelando o quanto melhoramos e o quanto ainda somos imperfeitos e, melhor que isso, que nos permitiu mirar o futuro e termos a certeza que seremos melhores.
Pouco antes do almoço, tivemos a apresentação da banda Deck Rock. Nesse mesmo período, o evento contou com o pessoal do programa Juventude Maior da Rádio Boa Nova,  que apresentou o programa de dentro do próprio evento.

Os assuntos dos módulos giraram em torno da proposta de oferecer aos participantes uma reflexão apurada sobre o Tempo.

E, assim, lá fomos nós, novamente, viajando no tempo, porém, sem nos apegarmos às datas, pois essa não era a proposta.
Todas as atividades foram muito bem elaboradas e conduzidas pela equipe de monitores e, em nenhum momento, nos foi possível desviar do objetivo de todo o programa, ou seja, o de nos remeter sempre à Divina Lei de causa e efeito e, portanto, atribuindo a nós mesmos a responsabilidade do direcionamento que damos à nossa existência, através de nossas escolhas.

Encerrados os estudos, era hora de mais música. Logo ao término dos
módulos, a banda Cartas de Bordeaux subiu ao palco e colocou a galera para pular. Em seguida, foi a vez do pessoal da Paroles, que não deixou a galera parada um instante se quer. E para fechar com chave de ouro, o pessoal do projeto Carrossel subiu novamente ao palco.

É isso aí galera, podemos dizer que a 42a COMECAP, foi um bom exemplo de VAGALUMERIA, pois, só em um evento tão bacana,  instrutivo e divertido que se pode encontrar uma verdadeira confraria de VAGA-LUMES.



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O que há em comum entre Sherlock Homes e o Espiritismo?

– Elementar, meu caro Watson!
Quem nunca ouviu essa expressão pelo menos uma vez na vida?
Afinal, todos conhecem o grande detetive Sherlock Homes, mas o que poucos sabem é que Arthur Conan Doyle, o criador desse personagem tão famoso, foi também o grande divulgador da doutrina espírita na Inglaterra.

Após o desencarne de sua esposa, do seu filho, do seu irmão, de seus dois cunhados e de seus dois netos, logo após a Primeira Guerra Mundial, Konan Doyle entrou em profunda depressão e encontrou, na Doutrina espírita, as explicações necessárias para o seu consolo e que lhe devolveram as forças para continuar.

O envolvimento com a causa espírita foi tão profundo que Arthur, no auge de sua carreira, decidiu enfrentar o ceticismo da época e escreveu um livro intitulado A Nova Revelação, no qual ele disserta sobre as manifestações estudadas no século XIX. A partir daí, foram crescentes as obras do Sir Arthur Konan Doyle, com o intuito de esclarecer seus leitores a respeito do Espiritismo.


Curioso é que Arthur era um amigão do maior opositor do Espiritismo, na época, o mágico Ilusionista Harry Houdini, que afirmava que as manifestações dos espíritos não passavam de truques. Athur sempre tentou mostrar ao amigo que os fenômenos eram verdadeiros, que eram forças naturais agindo e que o próprio amigo, Houdini, também era detentor de capacidades paranormais. Arthur Conan Doyle defendeu tanto a veracidade dos fenômenos mediúnicos que colocava seu já conhecido trabalho em segundo plano, a fim de dedicar mais tempo aos estudos e às descobertas desse novo campo do conhecimento, e que movimentavam todo o mundo.


As estórias de Sherlock Homes chegaram a ser proibidas na União Soviética, mas tal fato pouco incomodou Arthur. Sua convicção, aliás, foi muito além, pois para que pudesse receber o título de Par (Peer) do Reino Britânico lhe foi imposto que renunciasse à sua crença na doutrina dos Espíritos, mas Arthur se recusou e defendeu sua opinião até o dia de seu desencarne. Ele foi presidente da Internacional Spiritualist Federation, da Aliança Espírita de Londres e do Colégio de Ciência Espírita.

Nossa! O cara fez muita coisa mesmo! É alguém para termos em nosso mural de exemplos a serem seguidos e, então, sempre que precisarmos de uma motivaçãozinha é só nos lembrarmos dele e correr para o trabalho.



Aposto que nenhum de nós nunca mais vai ver Sherlok Homes com os mesmos olhos.
Abraços Vaga-Lumes!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Discagem Direta ao Plano Espiritual

Podemos dizer que as primeiras Comunicações Instrumentais
registradas foram batidas em paredes ou em mesas. Tais informações nos chegaram graças às Irmãs Fox, que, percebendo barulhos estranhos na casa em que moravam, resolveram se comunicar com os espíritos por meio de palmas, às quais eles respondiam com pancadas no chão de madeira. Após esses eventos, chegou a vez das mesas girantes na Europa. E abundantes ocorrências foram acontecendo e cada vez mais revelando a presença incessante dos Espíritos.

Hoje, temos uma infinidade de meios de comunicação e, então, perguntamos: Não seria muito bacana se pudéssemos pegar o telefone e ligar para o plano espiritual?  Ou ligar a televisão e acessarmos um canal que nos mostrasse o outro lado? Pois, então. Desde que os estudos sistematizados dos fenômenos mediúnicos começaram, lá no século XIX, essa possibilidade vem se revelando cada vez mais possível, graças aos estudos de TCI (Transcomunicação Instrumental), isso significa que o universo da ciência começa a entender melhor as leis que regem os fenômenos espirituais, a ponto de definir um padrão para que tais fenômenos ocorram. Claro que para bater um fio para a Espiritualidade ainda levará algum tempo, pois, antes que uma tal tecnologia chegue até nós, é preciso que  sejamos capazes de utilizá-la de modo correto  - Mas, sem dúvida, isso vai ser o maior barato. Imagine só, falar com as pessoas queridas, que estão do outro lado e mantermos, assim, um contato efetivo com o outro plano. Certamente isso contribuirá para que não tenhamos dúvidas da bondade e justiça divina, pois que a todo instante estaremos vivendo a certeza da vida eterna.

Nos dias atuais, o grande nome nesse meio é Clovis Nunes, um estudioso “brasuca” que tem feito grandes avanços nessa área, mas é claro que ele não é o único. Cientistas no mundo todo começam a se interessar por esses estudos.

Bem, galera, esse assunto é bem extenso e merece mais que uma postagem, mas deixamos aqui o convite para vocês pesquisarem um pouco mais sobre TCI. Segue alguns nomes de pesquisadores que ajudarão no trabalho de vocês. Valeu Vaga-lumes!!!!

Leo Schimd; Coelho Neto (em artigo no Jornal do Brasil, em 1923); Thomas Alva Édison; Robert Tocquet; Raudive; George W. Meek e Willian
J. O'Neill; Kenneth Websler. 

Durante a Pesquisa os vaga-lumes irão encontrar uma infinidade de outros cientistas. Boa Pesquisa a todos.


http://www.youtube.com/watch?v=v5MCDLuK6OE