terça-feira, 4 de setembro de 2012

Do desânimo


O desânimo é um mal que vem acometendo muitos trabalhadores da Seara do Mestre Jesus.

Quantos trabalhadores e médiuns operosos nós vemos apresentando sinais de desânimo? Quantos amigos das fileiras espíritas nos confidenciam sentir grande desalento, falta de incentivo e preguiça para trabalhar?

Amados irmãos, tudo isso é sintoma de nosso modo materialista de viver, como Joanna de Ângelis em suas obras nos disse, assim, faço delas as minhas palavras: Espíritas, despertai para a vossa meta existencial que é a autossuperação, a reforma íntima.

Fiquem atentos com o excesso de apego às coisas materiais, pois o Mestre já nos disse: “Não podeis servir a Deus e a Mamon, pois o servo que serve a dois senhores há de amar um e desprezar o outro.”

Outro importante ponto acerca do desânimo é o fato dos espíritas estarem sendo exigentes demais consigo mesmos.  Precisamos exercitar o autoperdão, a indulgência com nossas próprias faltas.

A evolução do ser deve ser feita conciliando razão e sentimentos, bem como as realizações do mundo material.

Ninguém evolui em saltos. Deus é justo e misericordioso, de forma que nós temos a eternidade pela frente para aprender.

Fiquem na paz de Deus!
Thales
Professor de Filosofia na Colônia Recanto de Irmãos
(mensagem recebida em 02/09/2012)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Quando o amor cobre tudo



Todos nós sabemos que o trabalho na seara do Cristo exige viver o que ele nos pede, “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” e viver o seu mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Quando temos dificuldades em viver esse mandamento que é todo ele centrado no amor sem limites, isso ocorre devido aos nossos próprios limites e que demarcam nossa condição de espíritos imperfeitos e por isso mesmo encarnados em um planeta que demanda uma vida em que o amor se burila por meio de provas e/ou expiações a que estamos sujeitos.
O Evangelho Segundo o Espiritismo não nos cansa de apontar os principais defeitos de seres limitados espiritualmente: egoísmo e orgulho.
As provas e expiações, que existem para que possamos eliminar ou diminuir consideravelmente, pela experimentação daquelas, o alcance desses defeitos: elas implicam em sofrimento.
Contudo, não precisamos viver uma prova ou expiação como estamos acostumados a compreender o sofrimento, ou seja, como um castigo divino.
É preciso que entendamos o sofrimento como parte de tal processo, simplesmente.
Há, portanto, uma sutil diferença para a qual é preciso estar atento.
Aquele que exercita o amor de Cristo, que o tem como modelo, considera que sofrer, inclusive, faz também parte do amor.
Afinal, a princípio, temos dificuldades em aceitar os outros como eles são: com seus defeitos, contradições e com tudo aquilo que é diferente de mim, por exemplo, e do que eu acho que é certo. Enfim, daquilo que amo em mim mesmo, mais do que tudo.
Mas, a verdade é que não faria sentido amar o outro como amo a mim mesmo, se esse outro fosse completamente igual a mim, pois eu estaria amando uma cópia perfeita de mim mesmo, ou seja, apenas a mim mesmo de qualquer maneira, uma espécie de um “eu” duplicado, não é mesmo?
Se assim fosse, esse seria um amor egoísta, aquele que não se adequou ao proposto no mandamento maior: do amor que parte de si ao encontro com todas as criaturas de Deus, portanto, em que amar a Deus sobre todas as coisas cobre todas as coisas, tudo o que existe, toda a criação divina e que, por isso mesmo, se eleva a regiões em que esse amor é vivido assim, naturalmente.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Happy Birthday Vagalumeria!


Deus Pai todo-poderoso,

Confiamos em ti e nos colocamos como fiéis servidores de Tua vontade.

Sabemos que somos poucos, jovens, e que temos muitas limitações, mas nos colocamos a seu serviço para que seja feita a Tua vontade.

Pois sabemos que a Tua vontade é o transbordamento de amor por essa humanidade: por isso queremos ser divulgadores de sua boa-nova, a que Cristo nos trouxe e que a cada dia se renova. Sobretudo, porque um filho Teu a descobre e, com isso, renova-se Tua vontade em uma parcela do mundo.

Tua vontade que é o amor e a caridade reinando, enfim, nesse nosso planeta tão sedento de Teu socorro, ó Pai, por guardar ainda as mazelas do orgulho e do egoísmo em cada coração.

Esse blog é uma luz pequenina, de vaga-lumes, sabemos, mas é nossa humilde contribuição.

Nesse primeiro ano, foram pouco mais de 3.000 visualizações.
Pedimos que a cada vez, Senhor, que alguém visualize essa casa, saia daqui renovado, esperançoso, não porque são nossas palavras, mas porque são as palavras do Cristo aqui divulgadas, revividas e que serão sempre o bálsamo que cura nossas chagas.

Que cada um dos que passaram por aqui, escrevendo essas postagens ou as lendo, seja protegido, tenha o sentimento convicto de que não está sozinho. Que todos nós saibamos que nosso anjo guardião é o amigo que o Senhor, ó Pai, põe no nosso caminho para nos guiar, proteger e ser testemunho vivo do amor invisível que também nos cerca e nos orienta!

Obrigado Senhor, pela inspirada ideia dessa Vagalumeria, a qual devemos aos amigos queridos Wilton Oliveira e Roberto Forner. Obrigado por Josafá Crisóstomo e Matheus Ferreira terem vindo contribuir com sua boa-vontade. Obrigado também pelas contribuições de Ygor Aléxis El Hireche, Ana Lucia Manoel e Diego Abreu.

Pedimos Senhor, Tua proteção a cada um desses nossos irmãos e que ainda outros possam vir contribuir com esse espaço para que ele seja sempre um lugar de respeito, carinho e divulgação da Doutrina Espírita, essa doutrina que é santa e só faz sentido, porque prega o amor, a caridade e a necessidade da reforma íntima de cada um de nós. Isso tudo para que possamos cada vez mais nos aproximarmos do seu caminho: o caminho da luz.

Que nos sirvam as palavras da mãe de Gotuzo, personagem do livro de André Luiz, "Obreiros da Vida Eterna":

Não desanime diante do serviço a fazer. Somos milhões de criaturas, disputando o ensejo de santificar sentimentos. No passado, raras vezes procedíamos em obediência aos ditames da Lei. Se exteriorizávamos estima, perdíamo-nos em excessos de paixão, como perdulários do afeto; se manifestávamos atitudes de corrigenda, cedíamos à cegueira do ódio, como cultores do exclusivismo feroz. É mister regressar ao curso, para conquistar o equilíbrio espiritual necessário à elevação.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Não pare na pista

Caminho sagrado do antigo sítio religioso
em Dydima, no oeste da Turquia, ao sul  de Éfeso
via Holylandphotos
Com a lei do retorno é que vamos construindo nossos caminhos. Afinal, o meu ontem se tornou meu hoje e assim por diante.
Seria fácil eu dizer que os problemas serão resolvidos com a nossa fé e que é com ela que construímos as coisas boas da vida. Claro que isso é uma verdade. rs. Mas tem uma parte que é a do nosso fazer acontecer, uma dificuldade para muitos de nós.
Falamos que queremos mudar e temos muitos incentivos, e quando essa vontade é verdadeira tudo que é do nosso desejo acontece (tá vendo a parte da fé?)
Pois bem, com mais força de vontade conseguimos e, assim, vamos crescendo!
Mas, se apenas orarmos e não vigiarmos, nossos irmãos pouco evoluídos vão nos cercar e tentar subir na nossa consciência. E, assim, se nos afastarmos da boa espiritualidade e darmos atenção a entidades inferiores, nós seremos iguais a eles!
Caros amigos, nunca queiram o mal desses irmãos, são filhos de Deus e devem ser amados como qualquer outro!
Nunca jogue a culpa neles, pois quem deixou ser influenciado foi você!
E também não se culpe, isso não leva a lugar nenhum, primeiro perdoe a si, depois seu próximo, pois a caridade começa dentro de nós mesmos.
Não deixemos o orgulho tomar conta de nós, isso só vai piorar as coisas, reflitamos, descansemos a mente, esperemos a poeira baixar e não paremos na pista.
Apenas retomemos nossas forças e não ouçamos quem nos quer mal, apenas  os ajudemos.
Brilhemos: orando e vigiando.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O Convite de Metelo ao Bem


Depois de lermos e relermos as três primeiras obras de André Luiz psicografadas por Francisco Cândido Xavier: Nosso Lar, Os Mensageiros e Missionários da Luz, iniciamos, agora, a leitura de Obreiros da Vida Eterna, o quarto livro da série de livros que compõem a safra de obras luizianas e que Chico colaborou para que viessem à luz e todos pudéssemos saber mais e mais das “dimensões vibratórias infinitas do Universo”, e um pouco do que coube a esse espírito conhecer “dos infinitos mundos que povoam a Imensidade”.

Assim sendo, temos a oportunidade, nós, encarnados, de sermos lembrados dessa renovação da vida. Isso, sem dúvida, é fundamental, porque não precisamos chegar ao outro lado, após nosso desencarne, em situação de sofrimento atroz. Basta para tanto que estudemos, conheçamos tais lições de sabedoria transcendente e que busquemos nossa melhora íntima para que tenhamos força e coragem para ajudar aqueles que continuarão precisando de nós. Se somos ajudados, temos o dever de também ajudar aos demais. É assim que a vida vai se renovando e o progresso vai ocorrendo.

No primeiro capítulo de Obreiros da Vida Eterna, André Luiz conta de uma palestra que assistiu no Templo da Paz, pronunciada pelo Instrutor Albano Metelo, um “campeão das tarefas de auxílio aos ignorantes e sofredores dos círculos imediatos à Crosta Terrestre.”  A palestra é toda ela belíssima, comovente, impactante.

Selecionamos um trecho apenas para que você, caro leitor do blog Vagalumeria, possa se interessar por ler toda essa obra de André Luiz, que acreditamos deve mais e mais divulgada para o fortalecimento de nós, espíritos.

As criaturas, porém, atravessam breve período de existência no mundo carnal. A maioria demora-se nas estações expiatórias do resgate difícil e confunde-se nas vibrações perturbadoras do sofrimento e do medo. Fazem da morte uma deusa sinistra. Apresentam o fenômeno natural da renovação com as mais negras cores. Agarradas às sensações do dia que passa, ignoram como dilatar a esperança e transformam a separação provisória numa terrível noite de amarguroso adeus. Vítimas da ignorância em que se comprazem, internam-se em florestas de sombras, onde perdem toda a paz, convertendo-se em presas delirantes dos infernos de horror, criados por elas mesmas nos desvairamentos passionais. Como esperar delas a colaboração precisa, com a extensão desejável, se, pela indiferença para com os próprios destinos, mergulham-se diariamente nos rios de treva, desencanto e pavor? Unamo-nos, portanto, auxiliando-as, segundo os preceitos evangélicos, descortinando-lhes novos horizontes e aclarando-lhes os caminhos evolutivos.
De olhos fulgurantes e neblinados de lágrimas, pela evocação talvez de quadros das esferas sombrias, que não nos eram dado conhecer, Metelo manteve-se longos instantes em silêncio, voltando a dizer em tom de súplica:
- Recordemos o Divino Mestre e não desdenhemos a honra de servir, não de acordo com nossos caprichos pessoais, porém de conformidade com os seus desígnios e suas leis. Campos imensuráveis de trabalho aguardam-nos a cooperação fraterna e a semeadura do bem produzirá nossa felicidade sem fim!...

Deus todo-poderoso dai-nos a graça da coragem necessária para atender a essa súplica e assim sairmos do nosso comodismo. Que assim seja, Graças a Deus!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

A Vida: uma dádiva


via Ledge and Gardens
Com toda certeza, quase todos nós já nos perguntamos o porquê de estarmos nesse plano, ou qual o sentido de fazermos parte deste mundo.

Deus sempre terá uma nova história para nós, já que sempre iremos pedir pra retornar. Como assim? Acredite, simplesmente o argumento “eu não pedi pra nascer” não existe. Todos, sem exceção, de um modo ou de outro, pedimos para voltar ao plano físico, se isso não fosse verdade o restante também não faria sentido.

Somos seres prestigiados com uma sorte sem igual por estarmos presentes aqui, mas, muitas vezes, ninguém fica a refletir sobre isso. Os fardos, problemas, tragédias, podem impedir que tal reflexão aconteça.

Mas não podemos nos esquecer da extrema importância de estarmos encarnados. Infelizmente certos casos de insatisfação acabam levando a consequências desastrosas, caminhos sem volta, como o suicídio: um ato decorrente do auge do desespero humano.

Quando o ser humano deixa-se marcar por más influências, que, infelizmente, acabam por convencer o encarnado a cometer tal ato, desesperado.

Por mais difícil que a situação esteja, é preciso procurar forças mesmo que no além do Céu, ou seja, em qualquer bondade presente. Tirar a vida nunca será a melhor saída, pelo contrário, só atrasará a evolução de quem comete tal ato. É necessário que se peça o colo de Deus.

Muito difícil também, é ver qualquer irmão tirando a vida do próximo: uma tremenda barbaridade. Jesus em seu mandamento pede que possamos amar o próximo como a nós mesmos. No entanto, vemos até irmãos de sangue matando uns aos outros. Isso é frustrante, mas, enfim, não se pode perder a fé, a fim de que tudo melhore, pois uma vez perdida, mais difícil será recuperá-la.

Temos de estar em constante oração, inclusive pelas mães que praticam aborto. Uma vida é muito valiosa para ser retirada de brutal maneira. A esperança de um mundo melhor, e a certeza da vida eterna devem sempre estar interligadas, para que o amor ultrapasse a dor.

Terra, és um plano tão bonito, iremos sempre aos teus filhos (dizem os espíritos amigos), para que não se esqueçam do amor de Deus. A paz na Terra, a paz querida. Que cheguem aos povos no mesmo dia. Que possam preservar, que possam olhar e cuidar do maior tesouro que temos: a vida. Nosso Pai e Criador preza para que chegue logo, em todos os lugares do mundo: a paz na Terra.

“Este post é dedicado a todas as crianças vítimas de aborto provocado”

segunda-feira, 9 de julho de 2012

É chegada a hora da colheita?


É percorrido um determinado caminho, já pré-definido.
Embora, no meio do caminho possa existir necessidade de mudança. 
Mas, todo caminho tornar-se-á mais ou menos fácil, mais ou menos difícil, quando nos propomos a percorrê-lo.

Dependerá de cada um seguir ou não tal caminho. Pois há também o livre-arbítrio. Cabe a cada um fazer suas escolhas: as coisas não são planejadas por Deus e sim por cada espírito. Deus faz somente a sua parte, que é amar e proteger os seus filhos.

Sim, é chegada a hora, pois aquele que se esforça para andar no caminho de Deus, esse colherá os melhores frutos. Somos sempre merecedores de tudo aquilo que nos acontece, independentemente de que isso possa ser positivo ou negativo.

Jesus, como nosso irmão maior, nos mostra perfeitamente essa verdade em seus ensinamentos: aquele que errou sempre terá a chance de se corrigir, hoje e sempre.

Aquele que segue os caminhos de Deus e de Jesus será sempre merecedor de tudo aquilo que o faça feliz, para tanto, cabe a cada um seguir os seus caminhos.

Viu como você é merecedor(a)?