segunda-feira, 30 de julho de 2012

O Convite de Metelo ao Bem


Depois de lermos e relermos as três primeiras obras de André Luiz psicografadas por Francisco Cândido Xavier: Nosso Lar, Os Mensageiros e Missionários da Luz, iniciamos, agora, a leitura de Obreiros da Vida Eterna, o quarto livro da série de livros que compõem a safra de obras luizianas e que Chico colaborou para que viessem à luz e todos pudéssemos saber mais e mais das “dimensões vibratórias infinitas do Universo”, e um pouco do que coube a esse espírito conhecer “dos infinitos mundos que povoam a Imensidade”.

Assim sendo, temos a oportunidade, nós, encarnados, de sermos lembrados dessa renovação da vida. Isso, sem dúvida, é fundamental, porque não precisamos chegar ao outro lado, após nosso desencarne, em situação de sofrimento atroz. Basta para tanto que estudemos, conheçamos tais lições de sabedoria transcendente e que busquemos nossa melhora íntima para que tenhamos força e coragem para ajudar aqueles que continuarão precisando de nós. Se somos ajudados, temos o dever de também ajudar aos demais. É assim que a vida vai se renovando e o progresso vai ocorrendo.

No primeiro capítulo de Obreiros da Vida Eterna, André Luiz conta de uma palestra que assistiu no Templo da Paz, pronunciada pelo Instrutor Albano Metelo, um “campeão das tarefas de auxílio aos ignorantes e sofredores dos círculos imediatos à Crosta Terrestre.”  A palestra é toda ela belíssima, comovente, impactante.

Selecionamos um trecho apenas para que você, caro leitor do blog Vagalumeria, possa se interessar por ler toda essa obra de André Luiz, que acreditamos deve mais e mais divulgada para o fortalecimento de nós, espíritos.

As criaturas, porém, atravessam breve período de existência no mundo carnal. A maioria demora-se nas estações expiatórias do resgate difícil e confunde-se nas vibrações perturbadoras do sofrimento e do medo. Fazem da morte uma deusa sinistra. Apresentam o fenômeno natural da renovação com as mais negras cores. Agarradas às sensações do dia que passa, ignoram como dilatar a esperança e transformam a separação provisória numa terrível noite de amarguroso adeus. Vítimas da ignorância em que se comprazem, internam-se em florestas de sombras, onde perdem toda a paz, convertendo-se em presas delirantes dos infernos de horror, criados por elas mesmas nos desvairamentos passionais. Como esperar delas a colaboração precisa, com a extensão desejável, se, pela indiferença para com os próprios destinos, mergulham-se diariamente nos rios de treva, desencanto e pavor? Unamo-nos, portanto, auxiliando-as, segundo os preceitos evangélicos, descortinando-lhes novos horizontes e aclarando-lhes os caminhos evolutivos.
De olhos fulgurantes e neblinados de lágrimas, pela evocação talvez de quadros das esferas sombrias, que não nos eram dado conhecer, Metelo manteve-se longos instantes em silêncio, voltando a dizer em tom de súplica:
- Recordemos o Divino Mestre e não desdenhemos a honra de servir, não de acordo com nossos caprichos pessoais, porém de conformidade com os seus desígnios e suas leis. Campos imensuráveis de trabalho aguardam-nos a cooperação fraterna e a semeadura do bem produzirá nossa felicidade sem fim!...

Deus todo-poderoso dai-nos a graça da coragem necessária para atender a essa súplica e assim sairmos do nosso comodismo. Que assim seja, Graças a Deus!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

A Vida: uma dádiva


via Ledge and Gardens
Com toda certeza, quase todos nós já nos perguntamos o porquê de estarmos nesse plano, ou qual o sentido de fazermos parte deste mundo.

Deus sempre terá uma nova história para nós, já que sempre iremos pedir pra retornar. Como assim? Acredite, simplesmente o argumento “eu não pedi pra nascer” não existe. Todos, sem exceção, de um modo ou de outro, pedimos para voltar ao plano físico, se isso não fosse verdade o restante também não faria sentido.

Somos seres prestigiados com uma sorte sem igual por estarmos presentes aqui, mas, muitas vezes, ninguém fica a refletir sobre isso. Os fardos, problemas, tragédias, podem impedir que tal reflexão aconteça.

Mas não podemos nos esquecer da extrema importância de estarmos encarnados. Infelizmente certos casos de insatisfação acabam levando a consequências desastrosas, caminhos sem volta, como o suicídio: um ato decorrente do auge do desespero humano.

Quando o ser humano deixa-se marcar por más influências, que, infelizmente, acabam por convencer o encarnado a cometer tal ato, desesperado.

Por mais difícil que a situação esteja, é preciso procurar forças mesmo que no além do Céu, ou seja, em qualquer bondade presente. Tirar a vida nunca será a melhor saída, pelo contrário, só atrasará a evolução de quem comete tal ato. É necessário que se peça o colo de Deus.

Muito difícil também, é ver qualquer irmão tirando a vida do próximo: uma tremenda barbaridade. Jesus em seu mandamento pede que possamos amar o próximo como a nós mesmos. No entanto, vemos até irmãos de sangue matando uns aos outros. Isso é frustrante, mas, enfim, não se pode perder a fé, a fim de que tudo melhore, pois uma vez perdida, mais difícil será recuperá-la.

Temos de estar em constante oração, inclusive pelas mães que praticam aborto. Uma vida é muito valiosa para ser retirada de brutal maneira. A esperança de um mundo melhor, e a certeza da vida eterna devem sempre estar interligadas, para que o amor ultrapasse a dor.

Terra, és um plano tão bonito, iremos sempre aos teus filhos (dizem os espíritos amigos), para que não se esqueçam do amor de Deus. A paz na Terra, a paz querida. Que cheguem aos povos no mesmo dia. Que possam preservar, que possam olhar e cuidar do maior tesouro que temos: a vida. Nosso Pai e Criador preza para que chegue logo, em todos os lugares do mundo: a paz na Terra.

“Este post é dedicado a todas as crianças vítimas de aborto provocado”

segunda-feira, 9 de julho de 2012

É chegada a hora da colheita?


É percorrido um determinado caminho, já pré-definido.
Embora, no meio do caminho possa existir necessidade de mudança. 
Mas, todo caminho tornar-se-á mais ou menos fácil, mais ou menos difícil, quando nos propomos a percorrê-lo.

Dependerá de cada um seguir ou não tal caminho. Pois há também o livre-arbítrio. Cabe a cada um fazer suas escolhas: as coisas não são planejadas por Deus e sim por cada espírito. Deus faz somente a sua parte, que é amar e proteger os seus filhos.

Sim, é chegada a hora, pois aquele que se esforça para andar no caminho de Deus, esse colherá os melhores frutos. Somos sempre merecedores de tudo aquilo que nos acontece, independentemente de que isso possa ser positivo ou negativo.

Jesus, como nosso irmão maior, nos mostra perfeitamente essa verdade em seus ensinamentos: aquele que errou sempre terá a chance de se corrigir, hoje e sempre.

Aquele que segue os caminhos de Deus e de Jesus será sempre merecedor de tudo aquilo que o faça feliz, para tanto, cabe a cada um seguir os seus caminhos.

Viu como você é merecedor(a)?

sábado, 30 de junho de 2012

um poema lição


Certa vez ouvi a poetisa mineira Adélia Prado, que é bastante conhecida também por seu trabalho junto a igreja católica, durante um colóquio, afirmar que Santa Teresa de Ávila, após seus êxtases místicos, dizia: "Mais um minuto e eu teria morrido..." 

Tal personagem santa e histórica é admirada por muitos, quer por seu exemplo narrado, quer pelos registros de seus depoimentos. Há inclusive um poema anônimo lhe foi atribuído e que foi vertido para o português por ninguém menos do que pelo nosso poeta Manuel Bandeira.


O poema é primoroso na sua construção (é um soneto) e é um exemplo de entrega e comoção no caminho da luz, pois de profundo respeito ao exemplo do Cristo e ainda que sendo uma santa da igreja católica nos dá um exemplo muito próximo da verdade espírita, em todo ele, mas, sobretudo, no primeiro terceto do poema: não precisamos do céu ou do inferno para praticar a caridade cristã e também para saber que não viver nesse amor é já estar condenado à distancia do mesmo que o Cristo quis e isso é pior que as sugestões de inferno que a igreja católica tanto propagou.


[Soneto anônimo / atribuído a Teresa de Ávila, 1515-1582]

Ao Cristo crucificado

Não me move, Senhor, para querer-te,
o céu que me hás um dia prometido;
nem me move o inferno tão temido,
para deixar por isso de ofender-te.


Move-me tu, Senhor, move-me o ver-te
cravado nessa cruz e escarnecido;
move-me no teu corpo tão ferido
ver o suor de agonia que ele verte.

Move-me ao teu amor de tal maneira,
que a não haver o céu eu te amara
e a não haver o inferno te temera.

Nada tens a me dar porque te queira
pois se o que ouso esperar não esperara,
o mesmo que quero te quisera.

(Tradução de Manuel Bandeira, 1886-1968)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Como é grande o grão de mostarda!


Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível... (Mateus, cap. XVII, v. 20).

É comum ouvir dos espiritas que sua fé é raciocinada. Mas o que é isso?

Para podermos responder esta pergunta, vamos definir o que é fé e o que é razão. Resumidamente: FÉ é a firme convicção de que algo seja verdade, sem necessidade de uma prova. Enquanto a RAZÃO é a capacidade da mente humana que permite chegar a conclusões a partir de conceitos lógicos.
A primeira vista parece-nos impossível alcançar a chamada fé raciocinada, pois os argumentos anteriores se contradizem em suas próprias definições.

Como resolver essa “equação” ?

Vamos fazer uma reflexão. Se o espiritismo propõe a fé raciocinada e nós, enquanto espíritas, consideramos essa máxima uma verdade, temos, por dever, que começarmos  a entender  que está afirmativa carece também de uma explicação lógica, por essa linha de pensamento, podemos afirmar  que os argumentos espíritas justificam sua posição.

Tomemos como exemplo a seguinte sentença:

A água é um fluido.
Podemos alterar as propriedades de todo fluido.
Logo, a água pode ter suas apropriadas alteradas.

Conta-nos os textos bíblicos que o primeiro milagre de Jesus foi transformar a água em vinho.
Assim, Jesus mostrou que através do nosso pensamento e, mesmo que tenhamos nossa fé do tamanho de um grão de mostarda, podemos atuar sobre a matéria, modificando-a. 
E a única coisa que nos impede de realizarmos os mesmos feitos que Ele é a nossa falta da fé, atuando em comunhão com o conhecimento.

Para finalizarmos, façamos mais um exercício de raciocínio lógico:

A vida futura é uma verdade.
Egoísmo é um sentimento ruim.
A felicidade está em função dos bons sentimentos.
Logo, se sou egoísta, a vida futura, ao menos para mim, será infeliz.

Sendo assim, concluímos que a fé sem obras é mesmo algo inútil e, que a maior obra que podemos realizar é o nosso engrandecimento moral. 
Pois, somente assim, nossa fé estará sustentada pela razão.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Here Are Young Men!


"Aqui estão os jovens" é essa a tradução do título dessa postagem.
Inicialmente, quero que alguém me responda: você sabe o que é filosofia?
Filosofia vem da junção do termo grego, “philos”, que é derivado de “philia” e que significa amizade, respeito, amor, com a palavra “sophia” que significa saber, sabedoria. Ou seja, filosofia é amar o saber, ou ter amizade e respeito pela sabedoria.
Mas como amarmos o saber?
Pensando!
É pensando que vamos chegar a alguma conclusão.
Por exemplo: Aqui estão os jovens, mas para quê?
Em minha última postagem eu falava sobre orgulho. Pois bem, vou dar uma esticada nela. rsrsrs.
Se pensássemos mais no porquê de estarmos aqui, e em qual é o nosso lugar nesse mundo, viveríamos mais satisfeitos. Pessoas que têm um nível de orgulho mais baixo sabem controlar melhor as situações problemáticas em que se envolvem, ou seja, de uma maneira que tal pessoa possa explicar a outra como não se magoar por um determinado acontecimento desagradável.
Não adianta passarmos por cima de tudo, com violência, com arrogância, e esquecermos que vamos sofrer as consequências dessa desmedida.
Aceitarmos que podemos estar errados e que não estamos preparados para seguirmos determinado caminho, ainda é a melhor maneira para não virarmos estatísticas negativas.
Jovem, pense, ame o saber, seus conflitos vão ser resolvidos assim, pois:

Se meu filho nem nasceu, eu ainda sou o filho, 
e se sou eu ainda jovem
passando por cima de tudo o que serei depois?

O que será de nós se não ligarmos para o Pai?
Como será a próxima geração?

Quando se sabe ouvir
não precisam muitas palavras.

Ou seja, se você quiser ouvir e aprender, ninguém vai repetir algo para nós.
Jovens nós somos espelhos do que fazemos: o seu próprio ato é ao mesmo tempo seu reflexo.
Não deixemos que o ódio ou a matéria suba a nossas mentes.
A matéria é feita para nos auxiliar a deixarmos de sermos orgulhosos, egoístas e invejosos.
E para aprendermos a suprir as necessidades da carne com equilíbrio.
Sejamos felizes, tenhamos ambições que não firam outras pessoas!




terça-feira, 5 de junho de 2012

O Orgulho


Hoje vou falar um pouco de mim, pois passei por algumas experiências em que verifiquei que não aprendi a lidar com este sentimento.

Quero falar sobre o orgulho.

Espero ser útil, inclusive, a uma amiga. Que essa postagem possa ser uma contribuição. Apenas desejo lhe sugerir aqui uma mudança de postura, uma vez que compreendo que isso prejudica de certa forma sua vida social.

Não é que fui pego de surpresa? Descobri que sou uma pessoa muito orgulhosa, e não enxergava isso no meu espelho. Mas, antes de falar do meu orgulho, vou tentar defini-lo do meu ponto de vista, com base no dicionário e no evangelho.

Segundo o dicionário: “Orgulho é um sentimento de satisfação pela capacidade de realização ou um sentimento elevado de dignidade pessoal. Em Português a palavra orgulho pode ser vista tanto como uma atitude positiva como negativa dependendo das circunstâncias”.

Com base nessa definição, é possível entender que, podemos sim, sentir orgulho pelos nossos feitos, entretanto, tomando o devido cuidado para não sermos contraditórios com a definição de caridade, que é modesta, simples e indulgente conforme nos ensina o evangelho.

Ao descobrir que sou uma pessoa orgulhosa realmente me assustei. Esse sentimento justifica-se pela grande dificuldade que tenho em me reaproximar de uma pessoa, e que, em outros tempos, me foi muito querida. 
Assim sendo, sinto-me à vontade para usar as palavras de Renato Russo:


Quantas chances desperdicei,

Quando o que eu mais queria

Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém...

Infelizmente, o sentimento de orgulho que hoje experimento, não é aquele definido pelo dicionário. Ao contrário, é aquele sentimento que retarda minha evolução colocando-me em tão pequena escala. Conforme nos esclarece o amigo Santo Agostinho:
O orgulho é a fonte de todas as fraquezas, porque é a fonte de todos os vícios.