Com pequenas atitudes podemos mudar o mundo, não estou falando apenas da atitude, por exemplo, da reciclagem (isso também ajudará aos próximos que viverão aqui), mas também ajudando quem precise e ajudando da forma que cada um puder.
E saiba que não adianta se frustrar por que determinada pessoa que você conhece não melhora...
Melhorar tem que ser uma atitude que parta dela mesma.
"O sol nasce pra todos, só não sabe quem não quer”, essa frase do nosso grande Renato Russo resume tudo, não é?
Mas para alguém possa ajudar na melhora do outro, é preciso que esteja bem consigo mesmo, afinal, temos que dar o exemplo e fazer as coisas boas acontecerem, assim como o mestre Jesus: ele ajudou as pessoas a terem fé, porque a fé move montanhas.
Com esse empurrãozinho ajudamos muitas pessoas, e elas vão ajudar a outras e, assim, eternamente. Fazemos parte da corrente que vem mudando sempre o mundo para melhor.
Mas para isso acontecer é preciso tentar, pois, parafraseando Raul Seixas, “a guerra é o produto da paz e o homem é um exercício que se faz”, ou seja, não existe guerra que não resulte em paz e não existe paz que não possa terminar em guerra, ao menos nesse mundo de provas e expiações. Foi assim que aconteceu até agora, mas foi por meio dessa experiência que vivemos, lutamos e aprendemos e apenas depois disso tudo é que ensinamos.
Assim o homem vai na sua caminhada rumo à perfeição.
Sim, por vezes, vivemos como autômatos, ou seja, sem
consciência dos próprios atos e como que teleguiados por interesses estranhos
àqueles que nos serviriam melhor, a nós mesmos, ao nosso espírito, porque mais
benéficos também a todos os que nos cercam: nossos irmãos e todas as criaturas
de Deus.
Quando assim procedemos, isso só é possível, porque essa liberdade nos foi concedida pelo Deus
de amor –até mesmo a liberdade de
não se sentir ou não querer se tornar responsável pela própria melhoria ou
mesmo de não desejar participar do progresso da alma em direção à comunhão com
as esferas iluminadas pela comunhão com o amor divino.
O amor de Deus respeita nossa ignorância ou o tempo
necessário até que cansemos de sofrer, afinal muito se sofre quando não se mede
as consequências dos próprios atos impensados. E por isso, tão somente, é que
respondemos pelas consequências de nossos atos – e, assim sendo, podemos
afirmar com toda convicção que não existe “castigo de Deus”, mas um amor divino
que nos confrange por querer nos salvar.
É também por isso mesmo que precisamos “ouvir” mais os espíritos protetores e que tanto
nos auxiliam, sobretudo ao nos lembrarem de tais circunstâncias.
Vejam vocês, se não é isso mesmo o que também encontramos
nessa comunicação de... “um espírito protetor” e que Allan Kardec publicou no
seu Evangelho segundo o Espiritismo:
Quando considero a
brevidade da vida, fico dolorosamente impressionado pela incessante preocupação
da qual o bem-estar material é para vós o objeto, ao passo que ligais pouca
importância e não consagrais senão pouco ou nenhum tempo ao vosso
aperfeiçoamento moral, que deve vos ser contado para a eternidade. Crer-se-ia,
ao ver a atividade que desdobrais, que ela se prende a uma questão do mais alto
interesse para a Humanidade, enquanto que não se trata, quase sempre, senão em
vos esforçar para satisfazer
necessidades exageradas, avaidade, ou vos entregar aos excessos. Quantas
penas, cuidados e tormentos se inflige, quantas noites sem sono para aumentar
uma fortuna, frequentemente, mais do que suficiente! Por cúmulo da cegueira,
não é raro ver aqueles a quem um amor imoderado da fortuna e dos gozos que ela
proporciona, sujeita a um trabalho penoso, orgulhar-se de uma existência dita
de sacrifício e de mérito, como se trabalhassem para os outros e não para si
mesmos. Insensatos! Credes, pois, realmente, que vos será tido em conta os
cuidados e os esforços dos quais o egoísmo, a cupidez, ou o orgulho são os
móveis, enquanto que negligenciais o cuidado do vosso futuro, assim como os deveres
da solidariedade fraternal impostos a todos os que gozam das vantagens da vida
social! Não haveis pensado senão em vosso corpo; seu bem-estar, seus gozos
foram o único objeto de vossa solicitude egoística; por ele que morre, haveis
negligenciado o vosso Espírito que viverá sempre. Assim, esse senhor tão
estimado e acariciado tornou-se o vosso tirano; comanda vosso Espírito que se
fez seu escravo. Estava aí o objetivo da existência que Deus vos havia dado?
(UM ESPÍRITO PROTETOR, Cracóvia, 1861)
O maior problema é quando a gente se depara com
um espaço vazio e sabe que ele não voltará a ser preenchido.
É complicado tentar fazer com que as coisas
voltem ao seu lugar, quando não se tem esse poder. Tentar mudar tudo, achar um
jeitinho de fazer tudo ser diferente, como se de alguma forma desse para voltar
no tempo e impedir o acontecimento.
Talvez a única forma de ocupar a cadeira vazia
seja por meio dessas palavras, que estão sempre cheias de sentimentos. De
alguma forma tentar verbalizar aquilo que já não é mais tangível torna tudo
mais vívido, ou talvez seja apenas um consolo.
A certeza de que não há mais volta é a mais
dolorosa, faz com que você olhe para o céu sem conseguir enxergar nada, nem
mesmo a beleza das estrelas. Essa certeza te corrói por dentro, te faz querer
gritar até perder a voz e rezar mesmo sem ter religião alguma.
É uma sensação de perder o chão, literalmente,
sentir-se caindo em um abismo cada vez mais fundo, onde nada mais é conhecido,
onde a segurança não passa de uma boa lembrança. E por falar em lembranças
todas elas estão em volta de você enquanto você desliza durante a queda desse
túnel sem fim.
Uma hora, é claro, é necessário segurar-se em
algo para retomar a subida e torcer para que aquela queda não tenha sido assim,
tão longa. No caminho de volta as lembranças não vão deixar de te assolar, mas
de alguma forma existe um modo de usa-las como um conforto e como uma força
para seguir em frente.-
Hoje já não há cadeira vazia, hoje você é essa
força, pai.
Essa é a mensagem de um filho que
assistiu muito cedo ao desencarne de seu pai, ou seja, quando ele estava entrando no 8º ano do
ensino fundamental, em 2007. Imaginem só, quão cedo isso se deu! Mesmo que ainda hoje ele continue muito jovem, no entanto, agora
tem a certeza de que a cadeira não está vazia: é que ele muito provavelmente tem
buscado compreender cada vez mais essa passagem de O Evangelho segundo o Espiritismo chamada O Ponto de Vista:
A ideia clara e precisa que se
faz da vida futura dá uma fé inabalável no futuro, e essa fé tem consequências imensas
sobre a moralização dos homens, quando muda completamente o ponto de vista sob o qual eles examinam a vida terrestre. Para
aquele que se coloca pelo pensamento, na vida espiritual que é indefinida, a
vida corporal não é mais que uma passagem, uma curta estação num país ingrato.
As vicissitudes e as tribulações da vida não são mais que incidentes que recebe
com paciência, porque sabe que não são senão de curta duração, e devem ser
seguidos de um estado mais feliz; a morte nada mais tem de apavorante, e não é
mais a porta do nada, mas a da libertação que abre, ao exilado, a entrada de
uma morada de felicidade e de paz. Sabendo que está em um lugar temporário, e não
definitivo, recebe as inquietações da vida com mais indiferença, e disso
resulta, para ele, uma calma de espírito que lhe atenua a amargura.
Eu acho que essa é uma questão
cuja solução é fácil de explicar para si mesmo ou para o outro, mas que é
difícil de cumprir. Ficar parado com o a boca aberta para o céu, esperando
milagres, tal atitude não irá resolver esse problema.
Então, primeiramente, temos que
agir (o que nos torna humanos é a razão, pense antes de agir, pois se não o
fizermos iremos nos decepcionar).
Sabe, muitos vieram e muitos
foram. Alguns aprenderam. Já outros se arrastaram para a decadência.
O nosso ego não deixa que fique
tudo claro, e sentimos raiva de outros irmãos e, então, é quando caminhamos
para a nossa ruína.
Em tal situação ficamos sem
razão, e, muitas vezes, mesmo sabendo que estamos errados preferimos jogar a
culpa nos outros.
Jesus Cristo passou por tudo
isso, ele instituiu a Lei de Deus definitiva e, agora, ele não precisa,
necessariamente, voltar, pois já nos deixou seu legado.
Pois bem, há outras tantas
mensagens que nos chegam sem parar, pela arte, pela música, e, em muitas delas,
eu vejo uma espécie de ensinamento, sobretudo, se muitos de nós parássemos para
pensar a respeito de tais ensinamentos e refletir. Assim, seríamos poupados de
muitos sofrimentos!
Parece que já temos os
princípios, os instrumentos e tantos escritos, mas poucos se esforçam para
mudar o planeta! De qualquer modo, esse vai ser um lugar melhor, pois aqui só
vão ficar os pacientes e bem-aventurados, aqueles de nós que tiverem paciência
para enfrentar o pouco que resta enfrentar, afinal, estas expiações, as nossas,
são fracas perto de tantas outras!
E vejo meus irmãos desistindo tão
fácil!
Mas ampliaremos nossos
entendimentos. Somente assim viveremos em um lugar melhor. Para tanto,
precisamos ser pessoas melhores.
Eu que já fui macaco, depois
impostor, assassino, um poeta e um cantor...
Eu que já vivi tanto: vejo que
ainda tenho o que traçar! Graças a Deus!
Esta semana fiquei intrigado com um assunto corrente nos jornais: anencefalia. Já ouviram falar disso? De modo resumido, trata-se de uma má-formação do cérebro durante o período de gravidez. Porém, o que me inquietou não foi exatamente a anencefalia, mas o fato de que, ontem, dia 12/04/2012, foi aprovada a lei que possibilita o aborto nesses casos. Ou seja, quando o feto em formação apresentar um quadro de má-formação deste tipo, a mãe pode optar pela interrupção da gestação e ter o respaldo de que o procedimento cirúrgico ocorra em hospitais públicos, por exemplo.
Além do caso citado acima, com a aprovação desta lei, o Brasil, evidentemente, passa a dar subsídios legais também para o aborto nos casos de violência sexual e em gestação que ofereça riscos à vida da gestante. Nesse último caso, é importante lembrar aqui, temos mesmo um respaldo na codificação Espírita e que transcrevemos a baixo:
Dado o caso em que o nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mãe, haverá crime em sacrificar a criança para salvar a mãe?
“É preferível que se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar o que já existe.” (Questão 359 de O Livro dos Espíritos)
Aqui, é também importante que façamos uma observação: quando os espíritos mencionam a expressão “ser que ainda não existe” referem-se ao que diz respeito às questões meramente físicas, portanto, desse futuro ser no plano da encarnação, obviamente. E apenas essa questão já oferece muito assunto para uma outra postagem, ou seja, voltaremos a tratar disso!
Contudo, assim sendo, podemos entender que o aborto é algo bacana de se praticar e por isso a lei brasileira resolveu prevê-lo em suas linhas, como algo legítimo?
Evidentemente que não!
Primeiro, devemos entender que a lei humana ainda está fadada ao erro daqueles que a constroem, e, porque se baseiam tão somente nas observações materiais, eles não podem calcular a infinita estrutura que compõe a história individual de cada ser vivente na terra. Ou seja, por assim dizer, toda a filigrana que envolve as relações entre corpo material e perispírito, o equivalente ao "corpo do espírito" por assim dizer.
Cabe, então, a nós, que já recebemos em nossos corações a Divina revelação da imortalidade da alma, ponderarmos sobre tudo isso.
É também por isso que agora podemos compreender nossa posição, enquanto espíritas, diante dessa questão tão importante: compreendemos que os espíritos que necessitam passar por esta experiência, ou seja, a da má-formação fetal, recebem, ao contrário de uma punição, uma chance de refazimento e reconstrução de toda sua estrutura moral e "corpórea" (inclusive do próprio perispírito)a fim de candidatar-se a um novo corpo. Assim, podemos aquietar nosso pensamento com relação a isso, se ainda tínhamos dúvidas em relação ao porquê há crianças com anencefalia e que possuem expectativa de vida muito curta, embora não se possa estabelecer com precisão o tempo de vida que terão fora do útero. De qualquer modo, deixo aqui meus sinceros votos, de que esta lei não seja encarada como incentivo à descabidas interrupções gravídicas. É também necessário compreender que se, afinal, algo tão grave figura agora nas linhas da legitimidade jurídica de nosso país é porque assim foi permitido por Deus, e de nossa parte, homens e mulheres, potencialmente pais, cabe a sabedoria no momento de decidir se daremos, ao espírito em tais condições, a honra da experiência que lhe compete experimentar ou tão somente a dor da rejeição dos pais!
De minha opinião particular, declaro-me opositor à referida lei, por considerar o aborto algo contrário a lei Divina, salvo a observação citada deO Livro dos Espíritos.
Uma unidade neonatal onde a choradeira foi substituída pela tranquilidade
Esse é o resultado de uma experiência iniciada há três meses no Hospital Universitário de Maringá (HUM).
Os recém-nascidos prematuros ou abaixo do peso ideal são colocados em redes, instaladas dentro das incubadoras. Além de acalmar os bebês, o método está ajudando no desenvolvimento das crianças.A ideia surgiu por acaso. A auxiliar de enfermagem Isabel Leli não sabia mais o que fazer para acalmar os bebês, que não paravam de chorar. Segundo a auxiliar de enfermagem, a criança se acalma porque a rede simula o espaço intrauterino da mãe. “Quando o bebê nasce, ele sofre um trauma, pois deixa um espaço onde está aconchegado e se sentindo seguro. A rede passa a sensação de um espaço com limites, que acalma o bebê”, explica. As “redes neonatais” do HUM são feitas com pedaço de corda e flanela, um tecido que não irrita a pele dos bebês. Sim, sempre haverá espaço para a reação amorosa para com todos!
E sempre haverá aqueles que aceitam a inspiração da espiritualidade amiga!
Graças a Deus!
Acho que eu sempre fico meio indignado com os comentários que aparecem sobre o amor. Vou tentar explicar melhor em que consiste essa minha "indignação".
Todas as pessoas negam ter amado após sofrerem uma desilusão e dizem: “ah, isso não foi amor”, “amor é pra sempre” ou até o clássico chavão: “se fosse amor não tinha acabado”. Acho que as pessoas deveriam entender de uma vez por todas que o amor será sempre algo volúvel, enquanto nós somos volúveis.
Muitas vezes vejo pessoas dizendo que o namoro que termina não foi nada mais do que uma perda de tempo, um tempo que é insubstituível. Eu penso de uma maneira totalmente diferente, um namoro é mais do que uma aposta no futuro, é um brinde ao presente e a todos os momentos, ele é uma troca de experiências e afeições. Tenho certeza que nós acabamos amadurecendo muito durante um relacionamento e, às vezes, também mediante o seu término.
Temos que parar de enxergar somente aquilo que queremos ver. O amor não é único, o humano tem a capacidade de amar incondicionalmente e ilimitadamente, mas não é por isso que devemos desvalorizar o que temos, pensando que sempre haverá uma outra chance mais a frente.
Amem uns aos outros, afinal o amor paixão é somente mais uma subdivisão do sentimento e na realidade é apenas uma das menores partes. O amor próprio e o amor ao próximo são práticas que deveríamos explorar mais, afinal o humano sem seu grupo não é nada.
Isso nos faz pensar na verdade das palavras do Evangelho segundo o Espiritismo, nessa passagem, e que pode servir perfeitamente para concluirmos nossa reflexão sobre esse tema:
O amor é de essência divina, e, desde o primeiro até o último, possuís no fundo do coração a chama desse fogo sagrado. É um fato que pudestes constatar muitas vezes; o homem mais abjeto, o mais vil, o mais criminoso, tem por um ser, ou por um objeto qualquer, uma afeição viva e ardente, à prova de tudo que tendesse a diminuí-la, e atingindo, frequentemente, proporções sublimes. Disse eu por um ser ou por um objeto qualquer, porque existem entre vós indivíduos que dispensam tesouros de amor, dos quais seus corações transbordam, sobre animais, sobre plantas e mesmo sobre objetos materiais: espécies de misantropos se queixando da Humanidade em geral, resistindo contra a tendência natural de sua alma que procura, ao seu redor, a afeição e simpatia; eles rebaixam a lei de amor ao estado de instinto. Mas, qualquer coisa que façam, não saberão sufocar o germe vivaz que Deus lhes depositou nos corações, na sua crianção; esse germe se desenvolve e engrandece com a moralidade e a inteligência, e, ainda que comprimido pelo egoísmo, é a fonte de santas e doces virtudes que fazem as afeições sinceras e duráveis, e vos ajudam a transpor a rota escarpada e árida da existência humana.
Vagalumeria no Programa Juventude Maior da Rádio Boa Nova,
da esquerda para a direita: Ricardo Godoy (da Banda Deck Rock) Ygor Aléxis El Hireche (da Banda Deck Rock, é quem assina essa postagem na Vagalumeria), Nathan Gonzales (Programa Juventude Maior), Josafá Crisóstomo (Vagalumeria) Matheus Ferreira (Vagalumeria) Wilton Oliveira (Vagalumeria) e Ana Cláudia Faccin (Programa Juventude Maior)
Desordem é uma coisa que acontece muito comigo. Por exemplo, acontecem duelos (como já foi explicado aqui), também outras atitudes decadentes e falhas de minha parte, mas talvez isso ocorra devido a problemas que eu sabia que apareceriam, embora não tenha sabido como administrá-los em determinado momento.
Isso é errado. Afinal, onde está sua caridade consigo mesmo?
De qualquer modo, quando isso acontece, vou ao hall of mirrors(salão de espelhos) e, refletindo melhor sobre minhas atitudes, posso me sentir mais limpo e forte para continuar meu caminho à eterna procura “do fim da linha do infinito”. Brincadeirinha! rsrsrs
Mas e as pessoas que insistem que não conseguem melhorar?
Sim, elas melhorarão, mesmo que em um lento processo de mais de 200 anos, dependendo do sujeito ou da comunidade. Isso acontece em toda a história dos diferentes grupos humanos.
Por exemplo, os países que hoje são considerados potências, até um tempo atrás eram cheios de favelas e crimes: na Inglaterra da era industrial, as pessoas apesar de trabalharem mais de 14 horas por dia ganhavam muito pouco e ainda colocavam crianças para trabalhar em serviços pesados. As ruas eram sujas e só se via gente morrendo de frio no inverno. Isso, tanto em Londres, como em outras metrópoles europeias.
Apenas há 30 anos, o trânsito da cidade de København (Copenhague), capital da Dinamarca, era tão caótico como o de São Paulo, e, hoje, essa é uma das cidades onde mais se usa bicicletas no mundo.
Enfim, agora, vamos para o lado mais individual da coisa.
Mas antes, quero fazer uma alusão à mitologia nórdica (a crença de povos antigos como os vinkings). Para tais povos, havia as chamadas servas de Odin (o deus principal de tais povos antigos do norte da Europa) e que eram chamadas de valkyrja (Valquírias), e que, traduzindo para o português, significa, "as que escolhem os que vão morrer."
Fiquei pensando nesse universo mitológico nórdico e europeu e pude, então, imaginar: e se tivéssemos, cada um de nós, uma Valquíria que nos influenciasse em nossos defeitos e outra que pudesse nos influenciar a seguir aqueles atributos que correspondem às nossas qualidades? Ou seja, uma que nos ajudasse a cultivar as escolhas que resultassem no nosso bem e de nossos irmãos e outra que nutrisse as escolhas que nos levam à prática do mal generalizado? Pois bem, não nos esqueçamos que, no contexto daquela mitologia, somos nós quem controlamos tais servas.
Assim, sendo mesmo que a Valquíria do mal possa alimentar nossa preguiça e a do bem ajudar-nos a sustentar nossa força de vontade, somos nós que escolhemos a quem desejaremos ouvir! Se nós apoiarmos que a do mal faça a “escolha” (tal qual o mito das Valquírias sugere) da morte do bem que trazemos em nós, isso vai acontecer e vice-versa.
Para que o pior não aconteça, estamos aprendendo a nos controlar buscando enfrentar os desafios propostos por Jesus Cristo, ou seja, pagar o mal com o bem, amar desmedidamente, e, isso, para que, tal qual na paisagem do norte da Europa, uma pedrinha no alto da montanha gelada não se torne uma bola de neve. Então, como já dizia nosso caro Renato Russo:
Pense só um pouco
Não há nada de novo
Você vive insatisfeito e
não confia em ninguém
E não acredita em nada
E agora é só cansaço e
falta de vontade
Mas faça do bom-senso a nova ordem
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
E como dizia Alan Kardec: A verdadeira caridade é um dos mais sublimes ensinamentos que Deus deu ao mundo.