sexta-feira, 11 de maio de 2012

Como mudamos o mundo

Com pequenas atitudes podemos mudar o mundo, não estou falando apenas da atitude, por exemplo, da reciclagem (isso também ajudará aos próximos que viverão aqui), mas também ajudando quem precise e ajudando da forma que cada um puder. 

E saiba que não adianta se frustrar por que determinada pessoa que você conhece não melhora... 
Melhorar tem que ser uma atitude que parta dela mesma. 

"O sol nasce pra todos, só não sabe quem não quer”, essa frase do nosso grande Renato Russo resume tudo, não é?

Mas para alguém possa ajudar na melhora do outro, é preciso que esteja bem consigo mesmo, afinal, temos que dar o exemplo e fazer as coisas boas acontecerem, assim como o mestre Jesus: ele ajudou as pessoas a terem fé, porque a fé move montanhas.

Com esse empurrãozinho ajudamos muitas pessoas, e elas vão ajudar a outras e, assim, eternamente. Fazemos parte da corrente que vem mudando sempre o mundo para melhor.

Mas para isso acontecer é preciso tentar, pois, parafraseando Raul Seixas, “a guerra é o produto da paz e o homem é um exercício que se faz”, ou seja, não existe guerra que não resulte em paz e não existe paz que não possa terminar em guerra, ao menos nesse mundo de provas e expiações. Foi assim que aconteceu até agora, mas foi por meio dessa experiência que vivemos, lutamos e aprendemos e apenas depois disso tudo é que ensinamos.

Assim o homem vai na sua caminhada rumo à perfeição.




sexta-feira, 4 de maio de 2012

Qual é o seu objetivo?


Sim, por vezes, vivemos como autômatos, ou seja, sem consciência dos próprios atos e como que teleguiados por interesses estranhos àqueles que nos serviriam melhor, a nós mesmos, ao nosso espírito, porque mais benéficos também a todos os que nos cercam: nossos irmãos e todas as criaturas de Deus. 

Quando assim procedemos, isso só é possível, porque essa liberdade nos foi concedida pelo Deus de amor – até mesmo a liberdade de não se sentir ou não querer se tornar responsável pela própria melhoria ou mesmo de não desejar participar do progresso da alma em direção à comunhão com as esferas iluminadas pela comunhão com o amor divino.

O amor de Deus respeita nossa ignorância ou o tempo necessário até que cansemos de sofrer, afinal muito se sofre quando não se mede as consequências dos próprios atos impensados. E por isso, tão somente, é que respondemos pelas consequências de nossos atos – e, assim sendo, podemos afirmar com toda convicção que não existe “castigo de Deus”, mas um amor divino que nos confrange por querer nos salvar.

É também por isso mesmo que precisamos “ouvir” mais os espíritos protetores e que tanto nos auxiliam, sobretudo ao nos lembrarem de tais circunstâncias.

Vejam vocês, se não é isso mesmo o que também encontramos nessa comunicação de... “um espírito protetor” e que Allan Kardec publicou no seu Evangelho segundo o Espiritismo:

Quando considero a brevidade da vida, fico dolorosamente impressionado pela incessante preocupação da qual o bem-estar material é para vós o objeto, ao passo que ligais pouca importância e não consagrais senão pouco ou nenhum tempo ao vosso aperfeiçoamento moral, que deve vos ser contado para a eternidade. Crer-se-ia, ao ver a atividade que desdobrais, que ela se prende a uma questão do mais alto interesse para a Humanidade, enquanto que não se trata, quase sempre, senão em vos esforçar  para satisfazer necessidades exageradas, a vaidade, ou vos entregar aos excessos. Quantas penas, cuidados e tormentos se inflige, quantas noites sem sono para aumentar uma fortuna, frequentemente, mais do que suficiente! Por cúmulo da cegueira, não é raro ver aqueles a quem um amor imoderado da fortuna e dos gozos que ela proporciona, sujeita a um trabalho penoso, orgulhar-se de uma existência dita de sacrifício e de mérito, como se trabalhassem para os outros e não para si mesmos. Insensatos! Credes, pois, realmente, que vos será tido em conta os cuidados e os esforços dos quais o egoísmo, a cupidez, ou o orgulho são os móveis, enquanto que negligenciais o cuidado do vosso futuro, assim como os deveres da solidariedade fraternal impostos a todos os que gozam das vantagens da vida social! Não haveis pensado senão em vosso corpo; seu bem-estar, seus gozos foram o único objeto de vossa solicitude egoística; por ele que morre, haveis negligenciado o vosso Espírito que viverá sempre. Assim, esse senhor tão estimado e acariciado tornou-se o vosso tirano; comanda vosso Espírito que se fez seu escravo. Estava aí o objetivo da existência que Deus vos havia dado? (UM ESPÍRITO PROTETOR, Cracóvia, 1861)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Aquela cadeira vazia


Christopher Brennan, “Sun on an Empty Chair”.


O maior problema é quando a gente se depara com um espaço vazio e sabe que ele não voltará a ser preenchido.

É complicado tentar fazer com que as coisas voltem ao seu lugar, quando não se tem esse poder. Tentar mudar tudo, achar um jeitinho de fazer tudo ser diferente, como se de alguma forma desse para voltar no tempo e impedir o acontecimento.


Talvez a única forma de ocupar a cadeira vazia seja por meio dessas palavras, que estão sempre cheias de sentimentos. De alguma forma tentar verbalizar aquilo que já não é mais tangível torna tudo mais vívido, ou talvez seja apenas um consolo.

A certeza de que não há mais volta é a mais dolorosa, faz com que você olhe para o céu sem conseguir enxergar nada, nem mesmo a beleza das estrelas. Essa certeza te corrói por dentro, te faz querer gritar até perder a voz e rezar mesmo sem ter religião alguma.

É uma sensação de perder o chão, literalmente, sentir-se caindo em um abismo cada vez mais fundo, onde nada mais é conhecido, onde a segurança não passa de uma boa lembrança. E por falar em lembranças todas elas estão em volta de você enquanto você desliza durante a queda desse túnel sem fim.

Uma hora, é claro, é necessário segurar-se em algo para retomar a subida e torcer para que aquela queda não tenha sido assim, tão longa. No caminho de volta as lembranças não vão deixar de te assolar, mas de alguma forma existe um modo de usa-las como um conforto e como uma força para seguir em frente.-

Hoje já não há cadeira vazia, hoje você é essa força, pai.

Essa é a mensagem de um filho que assistiu muito cedo ao desencarne de seu pai, ou seja, quando ele estava entrando no 8º ano do ensino fundamental, em 2007. Imaginem só, quão cedo isso se deu! Mesmo que ainda hoje ele continue muito jovem, no entanto, agora tem a certeza de que a cadeira não está vazia: é que ele muito provavelmente tem buscado compreender cada vez mais essa passagem de O Evangelho segundo o Espiritismo chamada O Ponto de Vista:

A ideia clara e precisa que se faz da vida futura dá uma fé inabalável no futuro, e essa fé tem consequências imensas sobre a moralização dos homens, quando muda completamente o ponto de vista sob o qual eles examinam a vida terrestre. Para aquele que se coloca pelo pensamento, na vida espiritual que é indefinida, a vida corporal não é mais que uma passagem, uma curta estação num país ingrato. As vicissitudes e as tribulações da vida não são mais que incidentes que recebe com paciência, porque sabe que não são senão de curta duração, e devem ser seguidos de um estado mais feliz; a morte nada mais tem de apavorante, e não é mais a porta do nada, mas a da libertação que abre, ao exilado, a entrada de uma morada de felicidade e de paz. Sabendo que está em um lugar temporário, e não definitivo, recebe as inquietações da vida com mais indiferença, e disso resulta, para ele, uma calma de espírito que lhe atenua a amargura.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Já não é necessário andar por aqueles lados



E aqui estamos de novo, falando sobre caminhos.

Qual caminho é mais coerente tomar?

Eu acho que essa é uma questão cuja solução é fácil de explicar para si mesmo ou para o outro, mas que é difícil de cumprir. Ficar parado com o a boca aberta para o céu, esperando milagres, tal atitude não irá resolver esse problema.
Então, primeiramente, temos que agir (o que nos torna humanos é a razão, pense antes de agir, pois se não o fizermos iremos nos decepcionar).
Sabe, muitos vieram e muitos foram. Alguns aprenderam. Já outros se arrastaram para a decadência.
O nosso ego não deixa que fique tudo claro, e sentimos raiva de outros irmãos e, então, é quando caminhamos para a nossa ruína.
Em tal situação ficamos sem razão, e, muitas vezes, mesmo sabendo que estamos errados preferimos jogar a culpa nos outros.

Jesus Cristo passou por tudo isso, ele instituiu a Lei de Deus definitiva e, agora, ele não precisa, necessariamente, voltar, pois já nos deixou seu legado.

Pois bem, há outras tantas mensagens que nos chegam sem parar, pela arte, pela música, e, em muitas delas, eu vejo uma espécie de ensinamento, sobretudo, se muitos de nós parássemos para pensar a respeito de tais ensinamentos e refletir. Assim, seríamos poupados de muitos sofrimentos!

Parece que já temos os princípios, os instrumentos e tantos escritos, mas poucos se esforçam para mudar o planeta! De qualquer modo, esse vai ser um lugar melhor, pois aqui só vão ficar os pacientes e bem-aventurados, aqueles de nós que tiverem paciência para enfrentar o pouco que resta enfrentar, afinal, estas expiações, as nossas, são fracas perto de tantas outras!

E vejo meus irmãos desistindo tão fácil!

Mas ampliaremos nossos entendimentos. Somente assim viveremos em um lugar melhor. Para tanto, precisamos ser pessoas melhores.

Eu que já fui macaco, depois impostor, assassino, um poeta e um cantor...
Eu que já vivi tanto: vejo que ainda tenho o que traçar! Graças a Deus!

Vou tremer!
Como um chão de terremotos
Como amor remoto
Que eu não sei viver...

Vou viver!
Vou poder contar meus filhos
Caminhar nos trilhos
Isso é prá valer...

Pois se uma estrela
Há de brilhar
Outra então tem que se apagar
Quero estar vivo para ver
Oh!
O sol nascer!
O sol nascer!
O sol nascer!...

Eu!
Vou subir!
Pelo elevador dos fundos
Que carrega o mundo
Sem sequer sentir...

Vou sentir!
Que a minha dor no peito
Que eu escondi direito
Agora vai surgir...

Vou surgir!
Numa tempestade doida
Prá varrer as ruas
Em que eu vou seguir
Oh!
Em que eu vou seguir!
Em que eu vou seguir!...






sexta-feira, 13 de abril de 2012

Direito à vida! Direito ao refazimento!

Esta semana fiquei intrigado com um assunto corrente nos jornais: anencefalia. Já ouviram falar disso? De modo resumido, trata-se de uma má-formação do cérebro durante o período de gravidez. Porém, o que me inquietou não foi exatamente a anencefalia, mas o fato de que, ontem, dia 12/04/2012, foi aprovada a lei que possibilita o aborto nesses casos. Ou seja, quando o feto em formação apresentar um quadro de má-formação deste tipo, a mãe pode optar pela interrupção da gestação e ter o respaldo de que o procedimento cirúrgico ocorra em hospitais públicos, por exemplo.
Além do caso citado acima, com a aprovação desta lei, o Brasil, evidentemente, passa a dar subsídios legais também para o aborto nos casos de violência sexual e em gestação que ofereça riscos à vida da gestante. Nesse último caso, é importante lembrar aqui, temos mesmo um respaldo na codificação Espírita e que transcrevemos a baixo:

Dado o caso em que o nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mãe, haverá crime em sacrificar a criança para salvar a mãe?
“É preferível que se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar o que já existe.” (Questão 359 de O Livro dos Espíritos)
               
Aqui, é também importante que façamos uma observação: quando os espíritos mencionam a expressão “ser que ainda não existe” referem-se ao que diz respeito às questões meramente físicas, portanto, desse futuro ser no plano da encarnação, obviamente. E apenas essa questão já oferece muito assunto para uma outra postagem, ou seja, voltaremos a tratar disso!
Contudo, assim sendo, podemos entender que o aborto é algo bacana de se praticar e por isso a lei brasileira resolveu prevê-lo em suas linhas, como algo legítimo? 

Evidentemente que não!

Primeiro, devemos entender que a lei humana ainda está fadada ao erro daqueles que a constroem, e, porque se baseiam tão somente nas observações materiais, eles não podem calcular a infinita estrutura que compõe a história individual de cada ser vivente na terra. Ou seja, por assim dizer, toda a filigrana que envolve as relações entre corpo material e perispírito, o equivalente ao "corpo do espírito" por assim dizer.
Cabe, então, a nós, que já recebemos em nossos corações a Divina revelação da imortalidade da alma, ponderarmos sobre tudo isso.  
É também por isso que agora podemos compreender nossa posição, enquanto espíritas, diante dessa questão tão importante: compreendemos que os espíritos que necessitam passar por esta experiência, ou seja, a da má-formação fetal, recebem, ao contrário de uma punição, uma chance de refazimento e reconstrução de toda sua estrutura moral e "corpórea" (inclusive do próprio perispírito) a fim de candidatar-se a um novo corpo. Assim, podemos aquietar nosso pensamento com relação a isso, se ainda tínhamos dúvidas em relação ao porquê há crianças com anencefalia e que possuem expectativa de vida muito curta, embora não se possa estabelecer com precisão o tempo de vida que terão fora do útero.
De qualquer modo, deixo aqui meus sinceros votos, de que esta lei não seja encarada como incentivo à descabidas interrupções gravídicas. É também necessário compreender que se, afinal, algo tão grave figura agora nas linhas da legitimidade jurídica de nosso país é porque assim foi permitido por Deus, e de nossa parte, homens e mulheres, potencialmente pais, cabe a sabedoria no momento de decidir se daremos, ao espírito em tais condições, a honra da experiência que lhe compete experimentar ou tão somente a dor da rejeição dos pais!
De minha opinião particular, declaro-me opositor à referida lei, por considerar o aborto algo contrário a lei Divina, salvo a observação citada de O Livro dos Espíritos.

Uma unidade neonatal onde a choradeira foi substituída pela tranquilidade
 Esse é o resultado de uma experiência iniciada há três meses no Hospital Universitário de Maringá (HUM).
Os recém-nascidos prematuros ou abaixo do pe
so ideal são colocados em redes, instaladas dentro das incubadoras.
 Além de acalmar os bebês, o método está ajudando no desenvolvimento das crianças.A ideia surgiu por acaso. A auxiliar de enfermagem Isabel Leli não sabia mais o que fazer para acalmar os bebês, que não paravam de chorar.
Segundo a auxiliar de enfermagem, a criança se acalma porque a rede simula o espaço intrauterino da mãe.
“Quando o bebê nasce, ele sofre um trauma, pois deixa um espaço onde está aconchegado e se sentindo seguro.
A rede passa a sensação de um espaço com limites, que acalma o bebê”, explica. As “redes neonatais” do HUM
são feitas com pedaço de corda e flanela, um tecido que não irrita a pele dos bebês.
Sim, sempre haverá espaço para a reação amorosa para com todos!
E sempre haverá aqueles que aceitam a inspiração da espiritualidade amiga!
Graças a Deus!

terça-feira, 3 de abril de 2012

And my love does it good

Acho que eu sempre fico meio indignado com os comentários que aparecem sobre o amor. Vou tentar explicar melhor em que consiste essa minha "indignação".

Todas as pessoas negam ter amado após sofrerem uma desilusão e dizem: “ah, isso não foi amor”, “amor é pra sempre” ou até o clássico chavão: “se fosse amor não tinha acabado”.  Acho que as pessoas deveriam entender de uma vez por todas que o amor será sempre algo volúvel, enquanto nós somos volúveis.

Muitas vezes vejo pessoas dizendo que o namoro que termina não foi nada mais do que uma perda de tempo, um tempo que é insubstituível. Eu penso de uma maneira totalmente diferente, um namoro é mais do que uma aposta no futuro, é um brinde ao presente e a todos os momentos, ele é uma troca de experiências e afeições. Tenho certeza que nós acabamos amadurecendo muito durante um relacionamento e, às vezes, também mediante o seu término.

Temos que parar de enxergar somente aquilo que queremos ver. O amor não é único, o humano tem a capacidade de amar incondicionalmente e ilimitadamente, mas não é por isso que devemos desvalorizar o que temos, pensando que sempre haverá uma outra chance mais a frente.

Amem uns aos outros, afinal o amor paixão é somente mais uma subdivisão do sentimento e na realidade é apenas uma das menores partes. O amor próprio e o amor ao próximo são práticas que deveríamos explorar mais, afinal o humano sem seu grupo não é nada.

Isso nos faz pensar na verdade das palavras do Evangelho segundo o Espiritismo, nessa passagem, e que pode servir perfeitamente para concluirmos nossa reflexão sobre esse tema:

O amor é de essência divina, e, desde o primeiro até o último, possuís no fundo do coração a chama desse fogo sagrado. É um fato que pudestes constatar muitas vezes; o homem mais abjeto, o mais vil, o mais criminoso, tem por um ser, ou por um objeto qualquer, uma afeição viva e ardente, à prova de tudo que tendesse a diminuí-la, e atingindo, frequentemente, proporções sublimes.
Disse eu por um ser ou por um objeto qualquer, porque existem entre vós indivíduos que dispensam tesouros de amor, dos quais seus corações transbordam, sobre animais, sobre plantas e mesmo sobre objetos materiais: espécies de misantropos se queixando da Humanidade em geral, resistindo contra a tendência natural de sua alma que procura, ao seu redor, a afeição e simpatia; eles rebaixam a lei de amor ao estado de instinto. Mas, qualquer coisa que façam, não saberão sufocar o germe vivaz que Deus lhes depositou nos corações, na sua crianção; esse germe se desenvolve e engrandece com a moralidade e a inteligência, e, ainda que comprimido pelo egoísmo, é a fonte de santas e doces virtudes que fazem as afeições sinceras e duráveis, e vos ajudam a transpor a rota escarpada e árida da existência humana. 


Vagalumeria no Programa Juventude Maior da Rádio Boa Nova,
da esquerda para a direita: Ricardo Godoy (da Banda Deck Rock) Ygor Aléxis El Hireche (da Banda Deck Rock,  é quem assina essa postagem na Vagalumeria), Nathan Gonzales (Programa Juventude Maior), Josafá Crisóstomo (Vagalumeria) Matheus Ferreira (Vagalumeria) Wilton Oliveira (Vagalumeria) e Ana Cláudia Faccin (Programa Juventude Maior)

sexta-feira, 30 de março de 2012

Desordem ou a Justiça da Aflição?

Desordem é uma coisa que acontece muito comigo. Por exemplo, acontecem duelos (como já foi explicado aqui), também outras atitudes decadentes e falhas de minha parte, mas talvez isso ocorra devido a problemas que eu sabia que apareceriam, embora não tenha sabido como administrá-los em determinado momento.

Isso é errado. Afinal, onde está sua caridade consigo mesmo?

De qualquer modo, quando isso acontece, vou ao hall of mirrors (salão de espelhos) e, refletindo melhor sobre minhas atitudes, posso me sentir mais limpo e forte para continuar meu caminho à eterna procura “do fim da linha do infinito”. Brincadeirinha! rsrsrs
Mas e as pessoas que insistem que não conseguem melhorar?
Sim, elas melhorarão, mesmo que em um lento processo de mais de 200 anos, dependendo do sujeito ou da comunidade. Isso acontece em toda a história dos diferentes grupos humanos. 
Por exemplo, os países que hoje são considerados potências, até um tempo atrás eram cheios de favelas e crimes: na Inglaterra da era industrial, as pessoas apesar de trabalharem mais de 14 horas por dia ganhavam muito pouco e ainda colocavam crianças para trabalhar em serviços pesados. As ruas eram sujas e só se via gente morrendo de frio no inverno. Isso, tanto em Londres, como em outras metrópoles europeias.
Apenas há 30 anos, o trânsito da cidade de København (Copenhague), capital da Dinamarca, era tão caótico como o de São Paulo, e, hoje, essa é uma das cidades onde mais se usa bicicletas no mundo.

Enfim, agora, vamos para o lado mais individual da coisa. 

Mas antes, quero fazer uma alusão à mitologia nórdica (a crença de povos antigos como os vinkings). Para tais povos, havia as chamadas servas de Odin (o deus principal de tais povos antigos do norte da Europa) e que eram chamadas de valkyrja (Valquírias), e que, traduzindo para o português, significa, "as que escolhem os que vão morrer." 
Fiquei pensando nesse universo mitológico nórdico e europeu e pude, então, imaginar: e se tivéssemos, cada um de nós, uma Valquíria que nos influenciasse em nossos defeitos e outra que pudesse nos influenciar a seguir aqueles atributos que correspondem às nossas qualidades? Ou seja, uma que nos ajudasse a cultivar as escolhas que resultassem no nosso bem e de nossos irmãos e outra que nutrisse as escolhas que nos levam à prática do mal generalizado? Pois bem, não nos esqueçamos que, no contexto daquela mitologia, somos nós quem controlamos tais servas. 
Assim, sendo mesmo que a Valquíria do mal possa alimentar nossa preguiça e a do bem ajudar-nos a sustentar nossa força de vontade, somos nós que escolhemos a quem desejaremos ouvir! Se nós apoiarmos que a do mal faça a “escolha” (tal qual o mito das Valquírias sugere) da morte do bem que trazemos em nós, isso vai acontecer e vice-versa.
Para que o pior não aconteça, estamos aprendendo a nos controlar buscando enfrentar os desafios propostos por Jesus Cristo, ou seja, pagar o mal com o bem, amar desmedidamente, e, isso, para que, tal qual na paisagem do norte da Europa, uma pedrinha no alto da montanha gelada não se torne uma bola de neve. Então, como já dizia nosso caro Renato Russo:

Pense só um pouco
Não há nada de novo
Você vive insatisfeito e 
não confia em ninguém
E não acredita em nada
E agora é só cansaço e 
falta de vontade
Mas faça do bom-senso a nova ordem
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar

E como dizia Alan Kardec: A verdadeira caridade é um dos mais sublimes ensinamentos que Deus deu ao mundo.