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quinta-feira, 14 de março de 2013

O que todos nós podemos perceber nesta Transição Planetária


Participo de um grupo formado por trabalhadores de casas espíritas de nossa região, na Zona Leste de São Paulo, e que percorre várias casas para apresentar uma explanação acerca de um tema previamente escolhido.  Nesse primeiro trimestre do ano, o tema escolhido pelo grupo Fraternidade foi o da Transição Planetária.
Para que pudesse ser útil nessa empreitada,  procurei estudar, afinal, esse é um assunto bastante extenso, rico de pormenores e, comumente, temos apenas 30 minutos nos trabalhos das casas para expor nossa mensagem, portanto, sempre de uma maneira bastante condensada.
Um dos livros que li sobre esse importante e atualíssimo tema foi a obra psicografada por Divaldo Pereira Franco: Transição planetária (pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda). Salvador: Livraria Espírita Alvorada Editora, 2010, 248 p.
Há uma passagem, no capítulo XVI intitulado “Programações Reencarnacionistas”, que contempla um aspecto que eu acho tão necessário que seja mais divulgado, que vou reproduzir aqui, na esperança que os leitores desse nosso blog também despertem seu interesse pela leitura integral da obra:

Podíamos perceber os numerosos grupos de trabalhadores de nossa esfera e de outras sob o comando superior de Jesus desdobrando-se para criar no planeta a psicosfera compatível às exigências das transformações que se operavam mediante o sofrimento, assim como através do despertamento das consciências pela iluminação do conhecimento e as bênçãos da caridade.
Os Grupos Espíritas afeiçoados à verdade e os trabalhadores responsáveis pela realização do bem geral passavam a receber informações especializadas a respeito da conduta dos seus membros, como aliás sempre ocorreu, de forma que pudessem criar o clima mental e emocional para enfrentar os cataclismos que, por outro lado, aconteciam mais frequentemente, acelerando o processo de crescimento das vidas em amor e paz.
Simultaneamente, reconhecendo as operações transformadoras que ora se realizavam, Entidades perversas, vinculadas ao desvario ou dele vítimas, movimentavam-se com sofreguidão, desenvolvendo mecanismos de agressividade contra todos aqueles que se encontravam comprometidos com a responsabilidade das mudanças em andamento.
Ciladas habilmente organizadas, estereótipos do prazer e estímulos vulgares às sensações passaram a ser inspirados aos multiplicadores de opinião dos grandes veículos da mídia, de modo a perturbar a marcha do progresso, ampliando a área dos desmandos de toda ordem, especialmente a que diz respeito aos gozos servis e de fácil acesso.
Conclaves insidiosos organizados pelos inimigos do Bem, nas furnas em que se homiziavam, estabeleceram metas de vingança, utilizando-se da política sórdida a que se entregam muitos dos seus membros, ora reencarnados nessa área, como nas religiões, nas artes e noutros setores sociais, a fim de que chafurdem no lodaçal do caos moral, em estímulo negativo aos comportamentos saudáveis, fazendo campear o descrédito, o desrespeito às leis e aos deveres, na volúpia de acumular recursos que não são transferidos com a desencarnação, mas entorpecem os significados elevados da existência espiritual.
Fomentadores de guerras de extermínio, de terrorismo insano, de perseguições às minorias, de deboche e de preconceito, misturaram-se às multidões, inspirando governos e cidadãos às atitudes calamitosas, de modo que a esperança seja deixada à margem sem consideração, e os exemplos nobres se transformem em mensagens de aproveitadores e oportunistas desvairados...
Subitamente pôde-se observar o aumento surpreendente das aberrações, dos crimes hediondos, da violência inclemente e da falta de autoridade para impedi-los ou administrá-los, tornando-os banais e quase desconsiderados.
O vale-tudo que começou a ser estabelecido, tem o objetivo de criar o clima de desinteresse pela honorabilidade, pelos valores éticos, pelo respeito à criatura e à sociedade, demonstrando que todos esses significados haviam sido perdidos e uma nova e descontrolada ética passava a ser assinalada como regra de comportamento próprio para estes desditosos dias...
Por efeito, volumosa onda de pessimismo tornou-se dominadora no oceano das existências, e os jovens, principalmente, sem lideranças dignas nem diretrizes de equilíbrio, passaram a ser as vítimas selecionadas pela sua representação de herdeiros do futuro.
As festanças licenciosas, os programas televisivos chulos e vulgares, agressivos e mentirosos, ao lado do cinema e do teatro em lavagem cerebral  de que somente o prazer a qualquer preço é que vale a pena, começaram a tornar o proscênio terrestre local de hediondez, de selvageria e de permissividade, que levam à degradação, à exaustão...
Repentinamente, os pais e educadores passaram a ser assaltados pelas dúvidas em torno do significado da formação moral dos filhos e aprendizes, verificando os salários altíssimos com que são remunerados os comportamentos doentios e chocantes em detrimento das profissões dignas e desgastantes daqueles que se exaurem no exercício do dever.
Os dois mundos de vibrações - físico e espiritual - aumentaram o intercâmbio com maior facilidade e o conúbio espiritual inferior começou a fazer-se tão simples que qualquer comportamento mental logo encontra resposta em equivalente sintonia com os Espíritos que se movimentam nessa faixa vibratória. É claro que aquela que diz respeito aos sentidos mais agressivos e sensuais, predomina na conduta generalizada.
(...)

Tudo diz respeito à resposta das Trevas organizadas contra a programação do dúlcido Cordeiro, pacífico e pacificador, que não revida ao mal, prosseguindo com os métodos do amor, no afã de promover o progresso da Humanidade e do seu berço terrícola. 
Em nossas reflexões, nas noites seguintes, podíamos ver, sem qualquer  dúvida, as caravanas de luminares descendo na direção da Terra, com a missão sublime de facilitar a reencarnação dos novos condutores do futuro ao lado dos imigrados de Alcíone em verdadeira sinfonia de bênçãos. Foi numa dessas oportunidades, quando, em grande silêncio, nosso grupo encontrando-se ao ar livre, contemplava o zimbório de estrelas lucilantes e de prateado luar, que o nosso mentor nos convidou à oração, propondo-nos a entrega total ao Celeste Amigo que viera, há dois mil anos, clarear a grande noite com a luminescência do Seu inefável amor. 
Agora enviava, conforme o prometera, neste momento de tantas aflições,  o Consolador, que já se encontrava no mundo terrestre há mais de um século, como uma constelação de seres elevados, para que as sombras fossem definitivamente diluídas ante as divinas claridades siderais. 



sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Leitura edificante no sentido pleno dessa palavra


Outro dia, visitando um sebo no centro de São Paulo, encontrei um livro que é um verdadeiro clássico da literatura espírita: O problema do ser, do destino e da dor, de Léon Denis.

Léon Denis, francês, nasceu em Foug, em 1 de janeiro de 1846 e desencarnou em Tours,  em 12 de março de 1927. Ele foi um dos principais continuadores da divulgação e elaboração do conhecimento espírita após o desencarne de Allan Kardec, ao lado de Gabriel Delanne e Camille Flammarion. Incansável, fazia conferências por toda a Europa e em congressos internacionais espíritas e espiritualistas, sempre defendendo ativamente a ideia da sobrevivência da alma e suas consequências no campo da ética nas relações humanas.

Quando comecei a ler o seu livro, achei que seria uma leitura difícil, mas surpreendi-me com a descoberta de que não é difícil não!

Além disso, é um livro esclarecedor em muitos aspectos.

Claro, pode haver alguma passagem que uma ou outra colocação do autor deva ser lida com cuidado, pois ele não é o dono da Verdade (ninguém exatamente tem sido, vamos combinar, a não ser a motivada exceção que encontramos em Cristo, graças a Deus). Nesse sentido, Léon Denis não seria um escritor que pudesse ainda falar completamente como o Espírito da Verdade que, esse sim, ouvimos falar, por exemplo, em várias passagens de O Evangelho segundo o Espiritismo

É que a Verdade, como toda e qualquer potência absoluta, pertence somente a Deus, sempre!
Nós vamos nos aproximando Dela, bem como de outras potencialidades divinas na medida em que podemos e merecemos compreendê-la(s). 

Mas, ao lermos essa sua obra em especial, notamos que Denis pode nos alimentar de vigor no caminho que tomamos em direção a nossa evolução pessoal , portanto, tanto individualmente assim como enquanto coletividade.

Vejam, por exemplo, essa passagem belíssima da página 319 da minha edição, que é a 18ª e que foi publicada pela Federação Espírita Brasileira:

[...] é consolador é belo poder dizer: Sou uma inteligência e uma vontade livres; a mim mesmo me fiz, inconscientemente, através das idades; edifiquei lentamente minha individualidade e liberdade, e agora conheço a grandeza e a força que há em mim. Amparar-me-ei nelas; não deixarei que uma simples dúvida as empane por um instante sequer e, fazendo uso delas com o auxílio de Deus e de meus irmãos do Espaço, elevar-me-ei acima de todas as dificuldades; vencerei o mal em mim; desapegar-me-ei de tudo o que me acorrenta às coisas grosseiras para levantar o voo para os mundos felizes!
Vejo claramente o caminho que se desenrola e que tenho de percorrer. Este caminho atravessa a extensão ilimitada e não tem fim; mas, para guiar-me na Estrada Infinita, tenho um guia seguro – a compreensão da lei da vida, progresso e amor que rege todas as coisas; aprendi a conhecer-me, a crer em mim e em Deus. Possuo, pois, a chave de toda elevação e, na vida imensa que tenho diante de mim, conservar-me-ei firme, inabalável na vontade de enobrecer-me e elevar-me, cada vez mais; atrairei, com o auxílio de minha inteligência, que é filha de Deus, todas as riquezas morais e participarei de todas as maravilhas do Cosmo.

Léon Denis em 1870
Precisamos ler mais Léon Denis! Vocês não acham?

Sim, meus irmãos, precisamos conhecer e respeitar um discurso como esse: que eleva a nossa Moral, nossas Esperanças, nossa Vontade, enfim, todas as nossas potencialidades para prosseguirmos no caminho do Bem e da Luz.

Que assim seja, graças a Deus!